Risco de câncer de pele aumenta no verão; veja como se proteger

Cuidados essenciais para uma exposição solar segura durante a estação.

O verão traz um aumento significativo no risco de câncer de pele no Brasil; entenda como se proteger.

A chegada do verão, marcada para o dia 21 de dezembro, traz consigo um aumento significativo no risco de câncer de pele, especialmente no Brasil, onde essa doença se torna a mais comum. Neste período, a combinação de temperaturas elevadas e uma maior exposição ao sol requer cuidados redobrados para proteger a saúde da pele.

O cenário do câncer de pele no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que aproximadamente 220 mil novos casos de câncer de pele não melanoma sejam diagnosticados anualmente, o que representa cerca de 30% de todos os diagnósticos de câncer no país. O melanoma, um tipo mais agressivo de câncer de pele, também deve registrar cerca de 9 mil novos casos por ano, com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste.

Apesar de sua alta frequência, muitos ainda subestimam a gravidade do câncer de pele. Especialistas apontam que essa percepção errônea leva a diagnósticos tardios, dificultando o tratamento. O principal agente causador desse tipo de câncer é a exposição à radiação ultravioleta (UV), que pode ser proveniente tanto do sol quanto de fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento. O dano causado pela radiação UV não ocorre de forma imediata, mas sim se acumula ao longo dos anos, aumentando o risco de desenvolvimento da doença.

Fatores de risco e prevenção

Além da exposição solar, fatores genéticos também desempenham um papel importante no risco de câncer de pele. Indivíduos com pele clara, olhos claros e cabelos claros possuem maior probabilidade de desenvolver carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. No caso do melanoma, cerca de 10% dos casos são hereditários, geralmente ligados a mutações genéticas. Outros fatores de risco incluem:

  • Envelhecimento da população;
  • Imunossupressão (devido a transplantes ou uso de certos medicamentos);
  • Exposição solar ocupacional (trabalhadores que permanecem ao ar livre);
  • Infecção por HPV, que está associada a alguns carcinomas espinocelulares, especialmente na região genital.

Os três tipos principais de câncer de pele têm comportamentos distintos:

  • Carcinoma basocelular: É o tipo mais comum e cresce lentamente, raramente metastatizando, mas pode causar deformidades se não tratado.
  • Carcinoma espinocelular: Menos comum que o basocelular, mas mais agressivo, podendo se espalhar para outros órgãos, especialmente em pessoas imunossuprimidas.
  • Melanoma: Embora represente apenas 1% a 3% dos tumores de pele, é responsável pela maioria das mortes. Geralmente aparece como uma pinta que muda de cor, formato ou tamanho.

Sinais de alerta e tratamento

Muitos pacientes buscam ajuda médica apenas quando a lesão já está em estágio avançado. Alguns sinais frequentemente negligenciados incluem:

  • Feridas que não cicatrizam após três ou quatro semanas;
  • Lesões que sangram facilmente;
  • Pintas que crescem ou mudam de cor ou formato;
  • Manchas assimétricas ou com bordas irregulares.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele apresenta altas taxas de cura, frequentemente podendo ser tratado com uma cirurgia simples. Em contraste, diagnósticos tardios podem exigir cirurgias mais complexas, radioterapia ou imunoterapia.

A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz contra o câncer de pele. Dicas de proteção incluem:

  • Evitar exposição solar entre 10h e 16h;
  • Usar protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados;
  • Reaplicar o protetor a cada duas horas em atividades ao ar livre;
  • Utilizar chapéus, roupas e óculos com proteção UV;
  • Manter consultas regulares com um dermatologista.