Relatos de potiguares se transformam em contos inspiradores

Um livro que dá voz a quem não sabe escrever.

O livro 'Eu escreveria se soubesse' transforma relatos de potiguares em contos com forte valor cultural.

A força da oralidade nas histórias potiguares

A obra “Eu escreveria se soubesse” tem se destacado no cenário literário do Rio Grande do Norte, ao reunir relatos de potiguares que vivem em comunidades rurais e periferias urbanas e que, por não saberem escrever, encontram na oralidade uma forma de compartilhar suas vivências. Com lançamento em dezembro de 2025, o livro é uma coletânea que transforma essas narrativas em contos, valorizando a rica cultura local.

A proposta do livro

Organizado por Ana Santana Souza, Anna Karlla Fontes e Octávio Santiago, o projeto busca dar voz aos protagonistas, permitindo que suas falas conduzam a narrativa. Com quinze contos baseados em histórias reais, a obra apresenta personagens como Ana Nascimento, Dona Neuza e Maria Pequena, capturando a essência de suas experiências e o ritmo de suas falas. Essa abordagem não apenas enriquece a literatura local, mas também propõe uma reflexão sobre a importância da escuta e da valorização da oralidade.

Temáticas abordadas na obra

Os contos reunidos no livro abordam questões sociais, como trabalho infantil, deslocamentos e vínculos comunitários, apresentando um mosaico da vida no Rio Grande do Norte. Os organizadores ressaltam que cada protagonista contribuiu para definir o tom e o ritmo de sua própria história, o que resulta em uma obra autêntica e repleta de nuances culturais.

A equipe por trás do projeto

Ana Santana Souza, doutora em Literatura Comparada, e Anna Karlla Fontes, que traz sua experiência como jornalista voltada à narrativa oral, junto com Octávio Santiago, especialista em Comunicação, são os responsáveis por dar forma a essa coletânea. O projeto foi financiado pela Lei Paulo Gustavo, garantindo que parte da tiragem seja doada a escolas e bibliotecas comunitárias, promovendo a leitura e a inclusão.

Disponibilidade do livro

“Eu escreveria se soubesse” já está disponível para compra com os coautores e pela editora Sol Negro. Além disso, uma versão em audiolivro pode ser encontrada no Spotify, ampliando ainda mais o alcance das histórias potiguares. Com lançamentos programados para diversas localidades ao longo de dezembro, a obra promete ressoar na comunidade, não apenas como um livro, mas como um projeto cultural que celebra a riqueza da oralidade e da identidade potiguar.