Prefeito de São Paulo busca manter decreto de caducidade.

Prefeito de São Paulo busca reverter decisão judicial que anulou contrato com a Transwolff, envolvida em investigações.
O cenário político em São Paulo se intensifica com a recente decisão judicial que pode impactar a gestão de transporte público na cidade. No centro da controvérsia está a concessionária de ônibus Transwolff, que atende aproximadamente 555 mil passageiros diariamente e é alvo de investigações por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O embate judicial da Transwolff
Ricardo Nunes, prefeito da cidade, anunciou que buscará reverter a decisão do juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública, que concedeu uma liminar favorável à Transwolff, anulando os decretos que rescindiram os contratos da empresa com a gestão municipal. Este decreto foi assinado em 5 de dezembro de 2025 e tinha como base alegações de irregularidades e problemas operacionais.
Na mesma data, uma ordem separada da Vara de Crimes Tributários e Organizações Criminosas determinou a suspensão das atividades da Transwolff. Essa ação, que tramita em sigilo, visa evitar a rearticulação de grupos criminosos, mesmo após a caducidade da concessão.
A posição da gestão Nunes
“Vamos reverter no Tribunal. No mesmo dia, após essa decisão dada sem ouvir a prefeitura, outra decisão no âmbito criminal garante que não existe hipótese de a Transwolff retornar ao sistema”, declarou Nunes. Ele enfatizou que a gestão municipal não teve a oportunidade de apresentar sua defesa antes que a liminar fosse concedida.
A defesa da Transwolff
A Transwolff, por meio de nota oficial, afirmou que não recebeu notificação sobre a decisão na esfera criminal e defendeu a legalidade de suas operações, negando qualquer envolvimento com atividades ilícitas. A empresa destaca que a liminar que suspendeu a caducidade foi concedida com base no princípio de risco de dano irreversível e que a gestão Nunes está proibida de contratar outras empresas para os lotes operacionais da Transwolff, devendo devolver a concessão.
“A Transwolff repudia veementemente qualquer tentativa de associação com organizações criminosas”, conclui o comunicado.
O que está em jogo
O desfecho dessa batalha judicial poderá ter repercussões significativas para o transporte público em São Paulo, que já enfrenta desafios relacionados à segurança e eficiência operacional. A SPTrans, empresa municipal responsável pela gestão do transporte, já havia assumido as operações da Transwolff desde abril de 2024, em meio a uma intervenção municipal, devido a problemas de gestão e alegações de irregularidades.
Com a situação ainda em desenvolvimento, a cidade observa atentamente os próximos passos de Nunes e as implicações legais que essa disputa poderá trazer para a mobilidade urbana em um dos maiores centros urbanos da América Latina.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





