Medida beneficia mais de 14 milhões de trabalhadores brasileiros.
Governo anuncia liberação de R$ 7,8 bilhões para trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário do FGTS.
A recente medida do governo federal, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca uma nova fase na flexibilização do acesso ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com a liberação de R$ 7,8 bilhões, mais de 14 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário e foram demitidos entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025 serão beneficiados.
A importância da medida
A decisão de liberar esses recursos se torna ainda mais relevante em um contexto onde o FGTS tem sido uma fonte crucial de apoio financeiro para muitos trabalhadores. Desde a criação do saque-aniversário em 2020, cerca de R$ 192 bilhões foram retirados do fundo, o que demonstra a dependência dos trabalhadores em relação a essa modalidade de saque. Essa nova etapa de liberação é um reflexo direto do compromisso do governo em proporcionar maior segurança financeira em tempos de incerteza econômica.
Detalhes da liberação dos recursos
Os pagamentos serão realizados em duas etapas:
1. Primeira parcela: até 30 de dezembro de 2025, será liberado um máximo de R$ 1.800 para cada trabalhador. O valor será creditado automaticamente nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS, totalizando aproximadamente R$ 3,9 bilhões nesta fase.
2. Segunda parcela: até 12 de fevereiro de 2026, o restante do saldo disponível, que também gira em torno de R$ 3,9 bilhões, será liberado para aqueles que têm saldo superior a R$ 1.800. O calendário para essa liberação será divulgado pela Caixa Econômica Federal.
A maioria dos trabalhadores, cerca de 87%, receberá o pagamento diretamente em suas contas bancárias. Aqueles que não possuem conta cadastrada poderão retirar os valores em caixas eletrônicos da Caixa, casas lotéricas ou pontos Caixa Aqui.
O impacto do saque-aniversário
Com a adesão ao saque-aniversário, os trabalhadores têm a possibilidade de retirar uma parte de seus saldos anualmente em seu mês de aniversário. No entanto, essa escolha implica abrir mão do saque integral da conta em caso de demissão, recebendo apenas a multa rescisória se aplicável. Este modelo gerou um debate sobre a segurança financeira dos trabalhadores, especialmente em tempos de crise.
O governo já havia promovido uma flexibilização anterior, liberando R$ 12 bilhões para aproximadamente 12 milhões de trabalhadores que não conseguiram acessar os fundos de rescisão. Essa contínua abordagem do governo demonstra uma tentativa de equilibrar as necessidades dos trabalhadores com a sustentabilidade do fundo.
O que vem a seguir?
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, já sinalizou a possibilidade de novas flexibilizações no FGTS durante o primeiro trimestre de 2026, o que pode indicar um movimento contínuo do governo em buscar soluções para melhorar a situação financeira dos trabalhadores. Essa nova abordagem pode ser um passo importante na transformação da política do FGTS, visando atender melhor as necessidades e realidades dos trabalhadores brasileiros.





