Caso Benício: Família luta por justiça após missa de 30 dias

Memória do garoto é celebrada em evento que marca um mês de sua morte.

Missa de 30 dias do garoto Benício reuniu familiares e amigos em Manaus, que clamaram por justiça após sua morte trágica.

Luto e esperança pela justiça

A missa em memória do garoto Benício Xavier, realizada nesta terça-feira (23) em Manaus, serviu para recordar a tragédia que culminou na sua morte. O menino de 6 anos faleceu em decorrência de uma aplicação incorreta de adrenalina no Hospital Santa Júlia. A dor da perda ainda ressoa entre familiares e amigos, que se reuniram para celebrar a vida do garoto e exigir justiça.

A luta por justiça continua

Durante a celebração, os pais de Benício expressaram sua tristeza e a luta incessante por justiça. O pai, Bruno Freitas, destacou a dificuldade de viver sem o filho, que sempre trazia alegria e amor em sua vida. “São 30 dias sem aquele abraço, sem aquele beijo, sem aquele olhar carinhoso que ele tinha com a gente”, desabafou Bruno. A mãe, Joyce Xavier, também compartilhou a intensidade da dor e como datas significativas, como o Natal e o aniversário do menino, têm tornado os dias ainda mais desafiadores.

Erros e consequências

Joyce enfatizou que a tragédia se deu em meio a uma sequência de erros que culminaram na morte de Benício. A família permanece firme em sua busca por responsabilização, confiando que a justiça será feita, ainda que isso leve tempo. “Acredito que a justiça vai ser feita. Leve o tempo que for, nós vamos lutar até o final. Isso não é o fim, é só o início”, declarou.

Esperança e apoio

A missa foi marcada por momentos emocionantes, onde a união e o apoio de amigos e familiares se tornaram fundamentais para a família. Joyce agradeceu a todos que têm se solidarizado com a história e ressaltou a importância das orações neste momento difícil. “A dor é avassaladora, inexplicável. Para estarmos de pé e com força para lutar, é graças a essas orações”, afirmou.

O caso de Benício segue em andamento, com a Justiça do Amazonas negando, pela segunda vez, o pedido de prisão preventiva da médica e da técnica de enfermagem investigadas. A família, enquanto isso, continua a mobilização por esclarecimentos e pela responsabilização dos envolvidos, mostrando que a luta por justiça é uma prioridade que não será esquecida.