Aumento significativo de audiências sobre violência doméstica no RJ

Cenário alarmante revela crescimento nas medidas protetivas e sentenças.

Aumento significativo de audiências sobre violência doméstica no RJ
Imagem ilustrativa sobre violência doméstica. Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil.

O Rio de Janeiro registra um aumento alarmante de audiências e medidas protetivas relacionadas à violência doméstica em 2025.

Aumento alarmante nas audiências sobre violência doméstica

O estado do Rio de Janeiro enfrenta um cenário preocupante em relação à violência doméstica, com um aumento notável nas audiências e medidas protetivas. Em 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) registrou 33.562 audiências sobre violência de gênero, um crescimento de 4% em comparação ao ano anterior. Este aumento reflete a crescente demanda por justiça e proteção para as vítimas, que buscam refúgio em um sistema frequentemente criticado por sua lentidão e ineficácia.

O impacto das medidas protetivas

Neste ano, mais de 30 mil medidas protetivas de urgência foram protocoladas, destacando a urgência em garantir a segurança das mulheres. Embora os feminicídios tenham apresentado uma leve queda — com 93 casos em 2025, em comparação a 100 em 2024 —, o número de sentenças relacionadas à violência contra a mulher subiu para 68.743, um aumento de 6,57% em relação ao ano anterior.

Além disso, o número de prisões de agressores também cresceu, com 4.771 detenções registradas, indicando uma resposta mais firme das autoridades no combate à violência. No entanto, a realidade permanece sombria, especialmente no mês de março, quando 14 mortes foram registradas, o pior índice mensal do ano.

A atuação da Cejuvida

A Central Judiciária de Abrigamento Provisório da Mulher Vítima de Violência Doméstica (Cejuvida) tem sido uma aliada crucial nesse combate. Com 7.740 atendimentos prestados em 2025, a central se destaca por oferecer suporte imediato às mulheres em situação de grave ameaça, garantindo encaminhamentos rápidos e seguros para abrigos. Essa articulação entre o Judiciário e a rede de proteção social é vital para a sobrevivência e recuperação das vítimas.

A natureza do problema é complexa e afeta não só as mulheres, mas também crianças e adolescentes. Foram 58 mulheres e seus filhos menores de idade encaminhados a abrigos como medida de proteção emergencial, evidenciando a necessidade de um olhar mais atento para as famílias impactadas pela violência.

Desafios e perspectivas

Com um aumento de processos novos sobre violência doméstica, que saltaram de 69.597 em 2024 para 71.762 em 2025, o sistema judicial enfrenta um desafio colossal. A necessidade de um suporte mais robusto, tanto emocional quanto legal, é evidente. As autoridades e a sociedade civil devem se unir para criar um ambiente onde as vítimas se sintam seguras para denunciar e buscar justiça, evitando que os números alarmantes se tornem uma triste normalidade no estado.

O cenário atual exige não apenas uma resposta imediata, mas também ações preventivas e educativas que promovam a igualdade de gênero e o respeito mútuo, fundamentais para a erradicação da violência doméstica no Brasil.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Elza Fiúza/Agência Brasil