Análise dos produtos que mais impactaram o bolso do consumidor este ano.

A inflação acumulada em 2025 revela aumentos significativos em setores como habitação e transporte, enquanto alguns alimentos apresentaram queda nos preços.
O impacto da inflação em 2025
A inflação em 2025 tem se mostrado um tema complexo, com variações significativas entre diferentes setores da economia. O registro de uma inflação acumulada de 4,41% segundo o IPCA-15, já nos dá um panorama de como o bolso do consumidor foi afetado neste ano. Enquanto alguns itens pesaram no orçamento, outros apresentaram alívios inesperados.
Aumento nos preços: Habitação e Transporte
Os grupos que mais impactaram o consumidor este ano foram Habitação, com um aumento de 6,69%, e Educação, que subiu 6,26%. Especialistas destacam que a energia elétrica e os aluguéis foram fatores determinantes para esse aumento. A inflação inercial, que carrega os ajustes de preços passados, tem sido um fenômeno relevante. “Quando o aluguel vence em um período de inflação alta, ele é ajustado de forma mais significativa, refletindo a inflação acumulada anteriormente”, explica Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime Investimentos.
Além disso, o transporte por aplicativo apresentou uma impressionante alta de 45,38%, influenciada pela demanda e problemas de transporte coletivo em grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. O pimentão e as joias também figuram entre os itens que mais encareceram, com aumentos de 29,93% e 27,04%, respectivamente.
Queda de preços: Alimentação e outros itens
Em contrapartida, o grupo de alimentação, que anteriormente era o principal vilão da inflação, mostrou-se mais favorável em algumas categorias. Produtos como azeite e abacate registraram quedas significativas, proporcionando um alívio aos consumidores. Fábio Romão, economista sênior da 4intelligence, aponta que as condições climáticas mais favoráveis e a queda do câmbio foram fatores que contribuíram para essa redução nos preços dos alimentos.
O futuro da inflação: Expectativas para 2026
Os analistas já começam a projetar o que pode ocorrer em 2026. Existe a expectativa de uma alta moderada na alimentação, em contraste com a inflação persistente em serviços, que permanece elevada devido ao mercado de trabalho aquecido. Kawauti ressalta que a inflação de serviços está se mostrando teimosa, resistindo a quedas mesmo com as altas taxas de juros.
Com isso, o cenário para os próximos meses exige atenção redobrada para os consumidores, que devem continuar a monitorar as flutuações dos preços e as políticas econômicas que podem impactar seu dia a dia.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





