Graziano Messana alerta sobre as consequências de mudanças na gestão.

Graziano Messana comenta os riscos de uma intervenção na Enel durante chuvas.
A proposta de intervenção na Enel gerou preocupações em diversos setores, especialmente em relação à continuidade do fornecimento de energia durante o período crítico de chuvas em São Paulo. Graziano Messana, presidente da Eurocâmaras Brasil e integrante de conselhos de administração de empresas italianas, enfatiza que tal medida poderia resultar em um colapso no sistema elétrico da cidade.
O impacto de uma mudança na gestão
Messana argumenta que a alteração na administração da Enel em um momento tão delicado não apenas seria ineficaz, mas poderia intensificar os problemas existentes. “Ficaríamos todos sem luz por dois meses com um administrador externo na empresa”, afirmou. Ele ressalta que a Enel tem cumprido suas obrigações contratuais e realizado investimentos significativos, o que demonstra sua capacidade de manter a concessão.
A realidade da concessão
Segundo o empresário, a Enel está em uma posição forte, com “a faca e o queijo na mão” para negociar com as autoridades. Messana acredita que, sem a colaboração da prefeitura, a empresa pode se limitar a realizar os investimentos mínimos necessários, o que não ajudaria a evitar apagões futuros.
“No fim, as árvores vão continuar caindo em cima dos postes e ninguém conseguirá colocar a Enel em cheque”, disse Messana, sugerindo que um diálogo construtivo entre a concessionária e os políticos seria mais eficaz do que a mera troca de gestão.
Caminhos possíveis
A proposta de intervenção traz à tona um debate mais amplo sobre a gestão de serviços públicos em São Paulo. Para Messana, a verdadeira solução reside na criação de um plano colaborativo entre a Enel e as autoridades municipais, focando em melhorias na infraestrutura e na prevenção de falhas no fornecimento de energia. “Se os políticos querem resolver o problema, deveriam chamar a concessionária para bolar um plano de melhoria de infraestrutura a quatro mãos”, concluiu, apontando para a necessidade de ações proativas em vez de reativas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





