Presidente ucraniano discute novas concessões em busca de acordo.

Zelensky sinaliza novas concessões em busca de paz na Ucrânia, colocando a responsabilidade nas mãos de Putin.
Zelensky e a nova abordagem para a paz na Ucrânia
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky revelou uma disposição renovada para realizar concessões significativas na busca por um acordo de paz com a Rússia. Em uma coletiva de imprensa realizada no dia 23 de dezembro, Zelensky enfatizou que a responsabilidade para avançar nas negociações agora recai sobre o governo russo.
Um plano detalhado: os 20 pontos
Zelensky apresentou um plano de 20 pontos, que ele considera essencial para encerrar o conflito. Este documento é uma versão condensada de um projeto anterior discutido com os Estados Unidos e a Rússia, que incluía 28 pontos. O presidente ucraniano detalhou aspectos cruciais, como garantias de segurança que poderiam ser oferecidas por aliados ocidentais, incluindo os EUA e a OTAN.
Entre as principais propostas estão:
- Afirmação da soberania da Ucrânia e um acordo de não agressão com a Rússia.
- Garantias de segurança, que incluirão resposta militar em caso de nova invasão russa.
- Apoio econômico, com um fundo destinado à recuperação da Ucrânia após a guerra, que, segundo Zelensky, já causou perdas de aproximadamente US$ 800 bilhões.
- Operação conjunta da usina nuclear de Zaporizhzhia, atualmente sob controle russo, com proposta de divisão de produção de eletricidade.
O que a Ucrânia está disposta a ceder?
Zelensky delineou que a Ucrânia estaria disposta a retirar suas tropas de partes da região de Donetsk, em troca da retirada das forças russas em uma extensão equivalente. Esse arranjo inclui a criação de uma zona desmilitarizada entre as linhas de frente atuais, o que poderia facilitar a paz.
A expectativa é que Moscou responda às propostas de Zelensky rapidamente, especialmente após reuniões recentes entre representantes ucranianos e russos, que foram descritas como construtivas.
O desafio do referendo
Um dos pontos mais controversos levantados por Zelensky é a realização de um referendo nacional que formalizaria o fim da guerra. O presidente ucraniano reconheceu que a legitimidade deste referendo dependeria de um cessar-fogo real de pelo menos 60 dias, o que representa um desafio em um contexto de conflito contínuo. Ele salientou que a segurança é crucial para garantir um processo eleitoral justo e legítimo.
A pressão internacional para que a Ucrânia realize eleições após um possível acordo de paz é crescente, especialmente considerando as dúvidas sobre a legitimidade do governo atual em Kiev, conforme alegações de Moscou.
O papel dos EUA e os próximos passos
Os esforços mediadores liderados pelos EUA, sob a coordenação de figuras próximas ao presidente Donald Trump, continuam a avançar. As conversas têm sido descritas como produtivas, mas a resposta da Rússia às propostas de Zelensky será determinante para o futuro das negociações. Em meio a isso, a expectativa é de que Putin faça uma avaliação cuidadosa das novas condições apresentadas por Kiev, enquanto o mundo observa atentamente os desdobramentos dessa complexa situação diplomática.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Pool via Reuters





