A água que a IA consome para responder suas perguntas

Entenda o impacto ambiental da inteligência artificial no uso de água.

A água que a IA consome para responder suas perguntas
A Inteligência Artificial demanda grandes volumes de água para operação. Foto: Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images

Estudo revela que o uso da IA gera um consumo significativo de água.

A crescente popularidade da Inteligência Artificial (IA) tem gerado discussões sobre seus impactos ambientais, especialmente no que diz respeito ao uso de água. Dados recentes revelam que cada interação com ferramentas como ChatGPT e Google Gemini pode exigir uma quantidade significativa de água, devido à complexidade dos data centers onde essas IAs operam.

O impacto da IA no uso da água

Um estudo da Universidade Riverside, nos Estados Unidos, aponta que entre 20 a 50 interações com uma IA consomem aproximadamente 500 ml de água. Com o ChatGPT, que possui cerca de 800 milhões de usuários ativos semanalmente, esse consumo se torna exponencial. Em média, estima-se que o uso da IA represente um consumo diário de 10 a 25 milhões de litros de água.

Esses dados são alarmantes, considerando que os data centers, responsáveis pelo processamento das informações, necessitam de grandes volumes de água para resfriamento. Com o aumento da demanda por IA, o desafio do consumo de recursos hídricos só tende a crescer, levantando questões sobre a sustentabilidade do uso dessas tecnologias.

Estruturas que exigem água

Os data centers operam em uma lógica que combina a necessidade de energia elétrica e sistemas de resfriamento. Nicole Grossmann, economista e especialista em IA, explica que a geração de energia elétrica, especialmente em usinas termoelétricas, também consome grandes volumes de água. Além disso, a produção dos próprios equipamentos de hardware, como chips e servidores, requer água em sua fabricação.

No Brasil, o agronegócio continua a ser o maior consumidor de água, retirando aproximadamente 90 trilhões de litros por ano, conforme dados da Agência Nacional de Águas. Isso levanta a questão sobre como a IA se encaixa nesse cenário de uso intensivo de recursos hídricos.

Alternativas para reduzir o consumo

Felipe Giannetti, especialista em IA, menciona que existem data centers que estão adotando tecnologias mais eficientes, como o uso de ar frio e sistemas de resfriamento que reaproveitam a água. Essas inovações são fundamentais para mitigar o impacto ambiental da IA.

Além disso, a especialista Nicole Grossmann sugere a implementação de sistemas de resfriamento baseados em circuitos fechados, que minimizam a necessidade de reposição constante de água. Essa abordagem pode ser uma solução viável para equilibrar a demanda por tecnologia e a conservação dos recursos hídricos.

À medida que a inteligência artificial continua a evoluir e se integrar em diversas esferas da sociedade, é imperativo que as questões de sustentabilidade sejam uma prioridade. O debate sobre o consumo de água pela IA não é apenas uma questão técnica, mas um reflexo do nosso compromisso com o meio ambiente e a preservação dos recursos naturais.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images