Iniciativa busca garantir oportunidades de emprego para mães em situação de vulnerabilidade.
Projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados prioriza mães solo em vagas do Sine, buscando inclusão e oportunidades.
Mães Solo no Sine: Uma Iniciativa Necessária
O recente projeto de lei 1.716/2025, aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, traz uma esperança significativa para muitas mães solo no Brasil. A proposta estabelece que as vagas não preenchidas no Sistema Nacional de Emprego (Sine) devem ser priorizadas para essas mulheres, especialmente aquelas que enfrentam violência doméstica e familiar.
Contexto Atual
Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelam que, nos últimos dez anos, o número de mães solo no Brasil cresceu em 1,7 milhão, totalizando 11,3 milhões em 2022. A informalidade é um grande desafio, com 45% dessas mães ocupadas vivendo fora do mercado formal, recebendo um rendimento médio 39% inferior ao de homens casados com filhos e 20% menor que o de mulheres casadas.
Essa realidade torna a inclusão de mães solo no mercado de trabalho uma questão urgente. As mudanças propostas pela lei visam não apenas garantir acesso a vagas, mas também um tratamento direcionado que considere as condições individuais dessas mulheres.
Detalhes do Projeto
O projeto, que agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, inclui as mães solo entre os grupos de atenção especial na Lei do Sine. Se aprovado, o Sine deverá:
Atendimento Direcionado: Oferecer suporte específico para facilitar o acesso dessas mulheres ao mercado de trabalho e ao empreendedorismo.
Prioridade nas Vagas: Reservar as vagas não ocupadas inicialmente para mães solo, seguido de outras mulheres e, em última instância, ao público em geral.
A relatora do projeto, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), destacou a importância de criar condições que permitam que essas mães não precisem optar pela informalidade, que é frequentemente marcada pela precariedade.
Como Participar
Para que esta proposta se torne lei, é fundamental que a Câmara e o Senado aprovem o texto. A mobilização social e a conscientização sobre a importância deste projeto serão cruciais. Aqui estão algumas maneiras de apoiar essa iniciativa:
Divulgar a proposta: Compartilhar informações sobre o projeto em redes sociais e grupos comunitários.
Apoiar campanhas: Engajar-se em campanhas que visem à sensibilização sobre os direitos das mães solo.
- Acompanhar a tramitação: Manter-se informado sobre os próximos passos do projeto e como ele pode impactar a vida de muitas mulheres.
A aprovação deste projeto representa um avanço significativo na luta pela igualdade de gênero e pela inclusão no mercado de trabalho, oferecendo uma nova esperança para milhões de mães solo em nosso país.





