Restauração no parque Lage visa recuperar a pintura original do palacete

Obras custarão R$ 21,4 milhões e devem ser concluídas até julho de 2026

Restauração no parque Lage visa recuperar a pintura original do palacete
Teto de palacete do parque Lage, no Rio, que passa por restauração. Foto: Michel Filho/Divulgação

Obras no parque Lage, no Rio, buscam restaurar a pintura original do palacete, com custo de R$ 21,4 milhões.

Restauração no parque Lage: um patrimônio histórico em transformação

A restauração no parque Lage, localizado na zona sul do Rio de Janeiro, é um projeto ambicioso que visa recuperar a pintura original do palacete, um símbolo da história carioca. O governo do estado anunciou que a conclusão das obras está prevista para julho de 2026, com um investimento estimado de R$ 21,4 milhões. Essa intervenção não é apenas uma questão estética, mas também uma preservação do patrimônio cultural da cidade.

História do palacete e sua importância social

O palacete do parque Lage, construído no século 19, foi um importante ponto de encontro da elite carioca, especialmente nos anos 1930, quando era palco de banquetes e eventos sociais. A cantora lírica Gabriela Besanzoni e seu marido, Henrique Lage, eram os anfitriões de jantares que reuniam artistas e intelectuais da época. O local era reconhecido por seu luxo e charme, descrito por jornalistas da época como um espaço que “conforta”.

Desafios da restauração

A restauração é considerada um trabalho complexo. De acordo com o secretário de Infraestrutura e Obras, Uruan Andrade, a equipe está empenhada em deixar o palacete o mais fiel possível ao seu estado original. Isso implica na remoção de diversas camadas de tinta e massa que foram aplicadas ao longo dos anos. A restauradora Alice Torres, responsável pela parte interna do trabalho, destaca a importância de preservar as características originais, como as pinturas decorativas encontradas na biblioteca.

O parque como um espaço de cultura e arte

O parque Lage, com 52 hectares de área verde, não é apenas conhecido por seu palacete, mas também por abrigar a Escola de Artes Visuais desde 1975. Essa instituição é reconhecida por oferecer cursos em diversas áreas da arte e tecnologia. Durante as obras, as aulas foram transferidas para outra parte do parque, garantindo a continuidade das atividades educacionais. O espaço atrai cerca de 1,3 milhão de visitantes por ano, consolidando sua importância como um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro.

Conclusão e perspectivas futuras

Com a conclusão da restauração prevista para 2026, espera-se que o palacete do parque Lage não apenas recupere sua grandiosidade, mas também continue a ser um espaço de referência cultural e social, atraindo visitantes e amantes da arte. A preservação deste patrimônio é uma iniciativa fundamental para manter viva a memória e a história do Rio de Janeiro.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Michel Filho/Divulgação