Ataque dos EUA à Venezuela gera crítica de China e Rússia na ONU

Reunião extraordinária destaca tensões entre potências mundiais e o futuro da Venezuela.

Ataque dos EUA à Venezuela gera crítica de China e Rússia na ONU
Representante da Rússia no Conselho da ONU, Vasily Nebenzya, falou sobre o ataque dos EUA à Venezuela. Foto: Representante da Rússia no Conselho da ONU.

China e Rússia se posicionam contra o ataque dos EUA à Venezuela, destacando as tensões no Conselho de Segurança da ONU.

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro, gerou repercussões significativas no cenário internacional. Durante uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, representantes de países como a Rússia e a China expressaram suas críticas contundentes contra a ação americana.

Contexto do Conflito

A Rússia, representada por Vasily Nebenzya, argumentou que as intervenções dos EUA violam o direito internacional, afirmando que o país não pode se autoproclamar juiz supremo das nações. A crítica é apoiada por uma aliança crescente entre Moscou e Pequim, que se posiciona favoravelmente ao governo venezuelano e contra as ações norte-americanas.

Reações no Conselho de Segurança

1. Vasily Nebenzya (Rússia): Exigiu a libertação imediata de Maduro e sua esposa, enfatizando que o diálogo é a única solução viável para o conflito.
2. Samuel Moncada (Venezuela): Acusou os EUA de violar a Carta da ONU e chamou a operação de “guerra colonial”.
3. António Guterres (ONU): Classificou o ataque como um “precedente perigoso” para a ordem mundial.

O Papel do Brasil

O Brasil, embora sem direito a voto, participou da reunião. O presidente Lula destacou que os ataques dos EUA à Venezuela constituem uma “afronta gravíssima” à soberania do país e um “precedente extremamente perigoso” para a comunidade internacional. Essa posição reflete uma preocupação crescente com a estabilidade política e social na América Latina.

Detalhes do Ataque

No último sábado, fortes bombardeios foram registrados em Caracas, levando à captura de Maduro. O presidente Donald Trump declarou que assistiu à operação de sua residência em Mar-a-Lago, descrevendo a situação como um espetáculo. As consequências desse ataque, que resultaram em pelo menos 80 mortes, ainda estão sendo avaliadas, e o número pode aumentar conforme novas informações surgem.

A situação na Venezuela continua a ser um ponto de tensão entre as potências mundiais, revelando não apenas uma crise interna, mas também a complexidade das relações internacionais contemporâneas. O desfecho do conflito e suas repercussões globais serão observados de perto nos próximos dias.

Fonte: noticias.uol.com.br

Fonte: Representante da Rússia no Conselho da ONU