Indústria petrolífera dos EUA nega conhecimento sobre ataque na Venezuela

Executivos da Chevron, Exxon e ConocoPhillips afirmam que não foram consultados pelo governo Trump.

Indústria petrolífera dos EUA nega conhecimento sobre ataque na Venezuela
Estação usada por petrolífera na Venezuela

Petrolíferas americanas afirmam que governo Trump não as consultou sobre operações na Venezuela.

Executivos da indústria petrolífera afirmaram que o governo de Donald Trump não consultou a Exxon Mobil, a ConocoPhillips e a Chevron sobre a Venezuela após o ataque ao país sul-americano no último sábado (3). Essa informação contradiz as declarações do presidente dos EUA, que afirmou ter conversado com todas as empresas petrolíferas dos EUA “antes e depois” da captura de Maduro.

Contexto do Conflito e das Empresas

  • As petrolíferas mencionadas não tinham conhecimento prévio sobre a operação dos EUA para capturar Maduro e não mantiveram conversas sobre investimentos na Venezuela até domingo (4).
  • A Chevron é a única grande empresa norte-americana atualmente operando nos campos petrolíferos da Venezuela, enquanto Exxon e ConocoPhillips tiveram seus projetos nacionalizados há quase duas décadas.

Desafios e Expectativas

  • Trump expressou esperança de que as maiores empresas petrolíferas dos EUA gastem bilhões de dólares para aumentar a produção de petróleo da Venezuela. No entanto, executivos alertam que a falta de infraestrutura representará um obstáculo significativo.
  • A Conoco está buscando bilhões de dólares em restituição pela nacionalização de seus projetos, enquanto a Exxon continua envolvida em disputas legais.

Serviço e Segurança no Mercado

  • A Chevron, que exporta cerca de 150 mil barris por dia da Venezuela, precisa navegar cuidadosamente as relações com o governo Trump para manter sua operação.
  • A situação política e jurídica da Venezuela e a política de longo prazo dos EUA continuam a ser fatores críticos que influenciam as decisões de investimento das petrolíferas.

Com a retórica em alta e uma economia em crise, as relações entre os EUA e a Venezuela continuam a ser um tema delicado que afeta não apenas a política externa, mas também o mercado de petróleo global.

Fonte: www1.folha.uol.com.br