Detenção de 14 jornalistas marca posse de nova líder na Venezuela

Agressões à liberdade de imprensa e direitos humanos são denunciadas em meio a tensões políticas.

Detenção de 14 jornalistas marca posse de nova líder na Venezuela
A posse de Delcy Rodríguez foi marcada por tensões e a detenção de jornalistas. Foto: AFP

A posse de Delcy Rodríguez na Venezuela foi marcada pela detenção de 14 jornalistas, gerando denúncias de violações de direitos humanos.

A posse de Delcy Rodríguez como líder interina da Venezuela, em meio à ausência do ditador Nicolás Maduro, foi marcada por um clima de tensão e a detenção de 14 jornalistas. O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) relatou que os profissionais foram detidos durante a cobertura do evento, ocorrendo dentro do Palácio Legislativo e nas imediações. A entidade denunciou um ‘desaparecimento forçado’ e a violação do direito à privacidade dos jornalistas.

Contexto da situação na Venezuela

A detenção dos jornalistas se deu em um contexto delicado, com a captura de Maduro pelos Estados Unidos pairando sobre o país. Delcy Rodríguez, vice do ex-ditador, prestou juramento enquanto afirmava lealdade a Maduro, gerando um ambiente ainda mais tenso. O SNTP informou que, após as detenções, alguns jornalistas foram liberados, mas o paradeiro de outros ainda é desconhecido.

Detalhes das detenções e violações

Os jornalistas foram levados por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar.
Durante a detenção, os agentes exigiram as senhas de acesso e inspecionaram os celulares dos profissionais.
As autoridades acessaram fotografias, listas de contatos e mensagens em busca de informações que pudessem comprometer o regime.
O caso do jornalista Daniel Álvarez, da emissora Televen, foi destacado, pois seu celular foi confiscado para inspeção enquanto ele permanecia detido.

O SNTP expressou preocupação com a violação do direito à privacidade e o sigilo das fontes jornalísticas. Além disso, jornalistas foram impedidos de transmitir ao vivo, gravar vídeos ou tirar fotografias durante a posse. A organização reiterou seu compromisso de continuar acompanhando a situação e pediu a liberação de todos os profissionais detidos.

Como a situação pode evoluir

A repressão à imprensa na Venezuela não é uma novidade, mas os recentes eventos expõem um padrão alarmante de criminalização do exercício do jornalismo. O SNTP e outras organizações internacionais continuam a pressionar por condições que garantam a liberdade de expressão e o direito à informação, essenciais em um país em crise política e social. Enquanto isso, a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos da situação, que podem impactar não apenas a política interna, mas também as relações da Venezuela com outros países.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: AFP