Programa Maior Cuidado integra saúde e assistência social, ajudando famílias de idosos vulneráveis.

O programa Maior Cuidado em Belo Horizonte se destaca ao oferecer suporte a idosos vulneráveis, integrando saúde e assistência social.
A integração entre saúde e assistência social tem se mostrado essencial para o atendimento a idosos vulneráveis. O programa Maior Cuidado, de Belo Horizonte, se destaca como um modelo a ser seguido por outras cidades do Brasil.
Um programa que faz a diferença
O Maior Cuidado foi criado em 2011 com o objetivo de atender idosos que vivem em situações de alta vulnerabilidade social. Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o programa oferece cuidadores capacitados que ajudam no dia a dia de aproximadamente 720 idosos na capital mineira.
Joana Darc Félix Lopes de Sena, mãe de uma idosa diagnosticada com Parkinson, relata como a inclusão das cuidadoras transformou sua rotina. Antes, ela não conseguia se afastar da mãe sem se preocupar com quedas ou outros riscos. Agora, com o apoio dos cuidadores, ela pode realizar suas tarefas diárias com mais tranquilidade.
O que o programa oferece
O Maior Cuidado proporciona:
Atendimento domiciliar: As cuidadoras ajudam nas atividades diárias, como banho e alimentação.
Acompanhamento emocional: Além de assistência física, as cuidadoras oferecem companhia e estimulam atividades cognitivas.
- Apoio à saúde: Organizam a administração de medicamentos e ajudam em consultas médicas.
Esse suporte não apenas melhora a qualidade de vida dos idosos, mas também alivia a carga emocional e física das famílias que precisam cuidar de seus entes.
Impacto e expansão do modelo
Recentemente, o programa passou a integrar oficialmente o Plano Nacional de Cuidados Brasil que Cuida, o que pode facilitar sua expansão e regulamentação em todo o país. A regulamentação da profissão de cuidador social é uma das novidades que deve ajudar a formalizar e valorizar essa importante função.
Desafios e resultados
Apesar dos avanços, o programa enfrenta desafios, especialmente com o aumento da população idosa sem filhos ou que vive sozinha. Ana Cristina da Silva, coordenadora do programa, destaca que o Maior Cuidado não substitui a família, mas sim a apoia.
Pesquisas independentes apontam que idosos assistidos pelo programa apresentam um custo de internação hospitalar cerca de 34% menor do que aqueles que não recebem o cuidado domiciliar.
Conclusão
A experiência do Maior Cuidado em Belo Horizonte demonstra que o investimento em cuidados domiciliares pode ser mais econômico e eficaz do que alternativas institucionais. Para o futuro, a continuidade desse modelo poderá ser crucial para atender a crescente demanda de idosos em situação de vulnerabilidade no Brasil.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Gregory Rodrigues/PBH





