Exilados avaliam retorno após a queda de Nicolás Maduro e pleiteiam mudanças na cúpula militar.

Após a prisão de Maduro, desertores das forças armadas no exílio pedem um novo comando militar para a Venezuela.
A recente detenção de Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos trouxe um novo ânimo aos desertores das Forças Armadas da Venezuela, que agora contemplam a possibilidade de retornar ao país. Estes ex-soldados, que se exilaram após renunciarem aos seus postos, são considerados traidores pelo regime chavista e estão se organizando para pleitear a formação de um novo comando militar que possa desafiar a atual cúpula que ainda permanece leal ao antigo ditador.
O cenário atual da cúpula militar
Os desertores, que se encontram na fronteira com a Colômbia, expressam sua preocupação de que a situação no país não mudará substancialmente enquanto a atual cúpula militar, composta por membros leais a Maduro, continuar em posição de poder. Um coronel que preferiu manter sua identidade em sigilo afirmou que a queda de Maduro deveria ser acompanhada pelo afastamento imediato dos altos comandos militares.
Desafios e esperanças
- Retorno ao país: Os desertores consideram a possibilidade de voltar à Venezuela para participar na formação de um novo governo.
- Cúpula militar atual: Muitos ex-militares veem a cúpula atual como um apêndice do regime ditatorial, reclamando que é necessário um novo alto comando.
- Colaboração com novos líderes: Os desertores estão atentos às movimentações políticas e vislumbram na oposicionista María Corina Machado uma nova liderança, especialmente após a saída de Juan Guaidó.
Propostas para a nova força pública
Os desertores estão discutindo a criação de uma nova instituição da força pública que possa operar de forma independente e em alinhamento com os anseios da população. Se não conseguirem um acordo pacífico, alguns não descartam a possibilidade de recorrer à luta armada. Williams Cancino, um ex-agente das operações especiais da polícia, expressou sua esperança de que os militares não queiram um conflito interno, lembrando que “não queremos enfrentar irmãos”.
O papel dos Estados Unidos
Os Estados Unidos não se pronunciaram sobre um possível apoio militar a um novo governo, mas afirmaram que aguardam o momento propício para apoiar a restituição das instituições democráticas na Venezuela. A atual vice-presidente, Delcy Rodríguez, foi nomeada governante interina, e enquanto isso, figuras como Diosdado Cabello e Vladimir Padrino mantêm suas posições, apesar de serem procurados pela Justiça americana.
Conclusão
O futuro político da Venezuela continua incerto, mas os desertores das forças armadas estão determinados a agir e a promover mudanças significativas. A formação de um novo comando militar pode ser a chave para a transformação do país, e os ex-soldados estão prontos para desempenhar um papel ativo nesse processo.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Raul Arboleda/AFP





