Descumprimento de medidas cautelares e acusações de furto de obras de arte motivam novo pedido judicial
MP do Rio pede prisão preventiva do ex-CEO da Hurb por descumprimento de medidas cautelares em caso ligado a furto de obras de arte.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) reforçou nesta terça-feira (6.jan.2026) a necessidade de prisão preventiva do ex-CEO da agência Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, após o empresário descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. O pedido ocorre no contexto das investigações que o vinculam a furtos de obras de arte em estabelecimentos no Rio de Janeiro.
Histórico e contexto do caso
João Ricardo Mendes ganhou notoriedade nacional em 2024 após uma série de cancelamentos de viagens comercializadas pela Hurb sem devolução adequada dos valores pagos pelos clientes. Em abril de 2025, ele foi detido sob acusação de envolvimento no furto de obras de arte de um hotel e um escritório de arquitetura na cidade do Rio de Janeiro.
Após sua prisão, Mendes obteve liberdade provisória em agosto, condicionada ao cumprimento rigoroso de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, na última segunda-feira (5.jan.2026), ele foi preso no Aeroporto Regional de Jericoacoara, Ceará, por portar documento falso e apresentar a tornozeleira eletrônica descarregada, caracterizando descumprimento das condições impostas.
Detalhes do pedido de prisão preventiva
A promotoria enfatiza que o comportamento do ex-CEO demonstra risco à ordem pública e à instrução do processo, justificando a necessidade de custódia preventiva para garantir o cumprimento das determinações judiciais e prevenir eventuais tentativas de obstrução da Justiça.
Medidas legais e próximas etapas
Audiência de custódia: Após sua detenção no Ceará, João Mendes foi libertado em audiência realizada na terça-feira (6.jan.2026), mas o MPRJ imediatamente protocolou o pedido de prisão preventiva.
Análise judicial: O pedido será avaliado pela Justiça do Rio de Janeiro, que decidirá se mantém a liberdade provisória ou determina a prisão preventiva.
Serviço e segurança para a comunidade
Dada a repercussão do caso, a população deve acompanhar as decisões judiciais relacionadas e manter atenção aos desdobramentos, especialmente no que diz respeito à segurança jurídica e ao combate à impunidade em casos de crimes patrimoniais que afetam diversos setores, incluindo o turismo.
O Ministério Público reafirma seu compromisso com a transparência e a rigorosa aplicação da lei para garantir a proteção dos direitos dos cidadãos e a responsabilização daqueles que descumprem normas judiciais.





