Em 2025, China equilibra reformas de mercado, avanços tecnológicos e tensões internacionais na busca pelo carbono zero
A transição energética chinesa em 2025 é permeada por reformas de mercado, avanços tecnológicos e tensões geopolíticas, afetando metas de carbono zero e segurança energética.
A transição energética chinesa em 2025 registra uma complexa interseção entre reformas de mercado, inovação tecnológica e um ambiente geopolítico tenso, colocando à prova as ambições de carbono zero do país até 2030.
Contexto da Transição Energética na China
O ano de 2025 foi designado como um período estratégico para a China, com foco em reformas de mercado e experimentação tecnológica, enquanto enfrenta riscos globais que impactam diretamente sua agenda ambiental. O 15º Plano Quinquenal (2026-2030) definirá se o país conseguirá reduzir o uso do carvão, aumentar a autossuficiência tecnológica e estimular novos vetores econômicos, garantindo segurança energética.
Reformas e Mudanças no Mercado de Energia
Uma mudança crucial em fevereiro de 2025 eliminou as compras garantidas de energia eólica e solar pela rede elétrica, abrindo caminho para que compradores e vendedores definam preços em um mercado competitivo. Essa medida, oficializada pelo documento nº 136 da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e da Administração Nacional de Energia, tornou obrigatória a venda de eletricidade renovável no mercado aberto a partir de junho.
Política de Mercado: Fim das compras garantidas para energia renovável.
Impacto para Governos Locais: Proibição de exigir sistemas de armazenamento como condição para aprovação de projetos.
Reação do Mercado: Pânico inicial seguido de recorde de instalações solares em maio.
Além disso, a implementação dos mercados spot de eletricidade em setembro sinalizou uma consolidação do modelo orientado pelo mercado, pressionando os preços da energia em diversas províncias.
Avanços Tecnológicos: IA e Novas Baterias
A inteligência artificial ganhou espaço no setor energético, com a startup DeepSeek lançando um modelo de linguagem aberto e acessível, facilitando a adoção por empresas estatais e privadas, que já aplicam IA em mais de 500 cenários.
No campo das baterias, a indústria automotiva foca em baterias de estado sólido, que prometem superar limitações das atuais de íon-lítio, melhorando autonomia e segurança, um passo vital para veículos elétricos.
IA na Energia: Redução de custos, aumento da eficiência e segurança operacional.
Baterias de Estado Sólido: Potencial para revolucionar veículos elétricos com maior desempenho.
Tensões Geopolíticas e Controle de Recursos
A rivalidade China-EUA intensificou-se em 2025, com controle rígido sobre exportação de minerais críticos essenciais para a indústria energética. A China adicionou terras raras à sua lista de controle, enquanto os EUA impuseram restrições à exportação de chips avançados.
Abril de 2025: Pequim restringe exportação de terras raras médias e pesadas.
Reação dos EUA: Licenças especiais para exportação de chips à China.
Negociações e Acordos: Suspensão temporária das restrições em outubro, mas com instabilidade persistente.
Outros países fornecedores, como Congo e Indonésia, também endureceram controles, elevando a complexidade das cadeias globais de fornecimento.
Desafios Setoriais: Excesso de Capacidade e Competitividade
As indústrias de veículos elétricos, células solares e baterias enfrentam um ciclo difícil de excesso de capacidade e guerra de preços. O setor solar é o mais afetado, com preços do polissilício caindo drasticamente e várias empresas registrando perdas significativas.
Medidas do Governo: Simpósio para conter práticas desleais e aprimorar monitoramento de preços.
Ações do Setor: Formação de joint venture para enfrentar supercapacidade.
As exportações apresentam resultados mistos, com queda nas vendas de células solares, enquanto veículos elétricos e baterias têm desempenho mais robusto.
Serviço e Segurança
Para acompanhar as mudanças do setor energético, o governo chinês reforça o monitoramento do mercado, estimula inovação tecnológica e busca garantir a estabilidade das redes elétricas. A conjuntura global exige atenção constante às políticas geopolíticas que podem afetar suprimentos estratégicos.
A transição energética chinesa permanece uma tarefa de equilíbrio delicado entre modernização, sustentabilidade e soberania tecnológica, com impactos que reverberam em toda a cadeia global de energia.
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Reportagem baseada em conteúdo original da Caixin Global, traduzida e adaptada para o contexto do Verão 2026.





