José Hiran da Silva Gallo prestará depoimento a pedido do ministro Alexandre de Moraes

José Hiran da Silva Gallo, presidente do Conselho Federal de Medicina, foi intimado a prestar depoimento à Polícia Federal em investigação que apura suposta falta de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, foi oficialmente intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento em até dez dias, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa medida integra a investigação sobre suposta falta de assistência médica adequada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, tema que tem gerado debates intensos no cenário político e médico do país.
Contexto do Mandato e Atuação de José Hiran da Silva Gallo
José Hiran da Silva Gallo, médico ginecologista e obstetra formado pela UFPA (Universidade do Estado do Pará), preside o CFM desde abril de 2022. Sua carreira inclui longa atuação no Conselho Regional de Medicina (CRM) de Rondônia, onde foi vice-presidente entre 1993 e 1996 e presidente de 2002 a 2026.
Durante sua gestão no CFM, Gallo tem sido uma figura controversa, especialmente por sua posição contrária ao uso de máscaras durante a pandemia de covid-19, chegando a enviar ofício à Anvisa em 2023 qualificando o uso obrigatório da proteção facial como “sinalização de virtude” e “ideologia”, mesmo diante das evidências científicas.
Além disso, sua gestão aprovou uma diretriz em 2024 que restringia o procedimento de assistolia fetal, utilizado em casos de aborto legal decorrente de estupro após 22 semanas de gestação, norma que foi posteriormente suspensa pelo ministro Moraes.
Investigação e Intimação na Polícia Federal
A determinação para que Gallo preste depoimento veio após o CFM instaurar sindicância para apurar denúncias formais relacionadas à assistência médica prestada a Jair Bolsonaro no Hospital DF Star. O conselho apontou preocupações quanto à garantia de atendimento adequado e ressaltou a necessidade de assistência médica multidisciplinar imediata, especialmente em situações de urgência.
Segundo o ministro Moraes, o CFM ultrapassou suas competências ao interferir na apuração conduzida pela Polícia Federal, o que configura “ilegalidade e ausência de competência”. Ele destacou que não houve omissão por parte da equipe médica da PF, cujo trabalho foi corroborado por exames realizados no Hospital DF Star, que não indicaram problemas ou sequelas relacionadas à queda sofrida pelo ex-presidente.
Situação de Saúde do Ex-Presidente Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro sofreu uma queda na Superintendência da Polícia Federal, resultando em traumatismo craniano leve, com lesões em partes moles da região temporal e frontal direita, conforme exames médicos.
O cardiologista Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente, detalhou sintomas recentes de tontura, desequilíbrio e oscilações de memória, ressaltando a importância de monitoramento conjunto da saúde de Bolsonaro. Há suspeita de que essas manifestações possam estar relacionadas à interação e dosagem dos medicamentos administrados.
Panorama Político e Repercussões
José Hiran da Silva Gallo é conhecido por sua posição favorável ao ex-presidente Bolsonaro, tendo divulgado artigo de apoio em 2018 e defendido a gestão do então presidente durante a pandemia.
A intimação e o processo de sindicância refletem tensões institucionais envolvendo o CFM, o STF e a Polícia Federal, em um momento de grande atenção pública sobre a saúde e a segurança do ex-presidente.
Serviço e Segurança
Intimação: José Hiran da Silva Gallo deve prestar depoimento à Polícia Federal em até dez dias.
Exames médicos: Hospital DF Star encaminhará laudos e exames sobre Bolsonaro em até 24 horas.
Sindicância: Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal conduz investigação sobre atendimento médico.
Monitoramento: Ex-presidente está sob acompanhamento multidisciplinar devido a sintomas neurológicos.
Acompanhe as atualizações oficiais e respeite os canais institucionais para informações sobre a investigação e saúde pública associada.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina)





