Ato no Largo de São Francisco celebra data como marco da resistência democrática em 2026

Manifesto que será lido no dia 8 de janeiro reforça a data como celebração da vitória da democracia e alerta para ameaças ao Estado Democrático de Direito e à soberania do Brasil.
O manifesto que será apresentado no próximo 8 de janeiro na Faculdade de Direito da USP, localizada no Largo de São Francisco, consolidou-se como um marco simbólico na defesa da democracia brasileira em 2026. Com mais de 200 assinaturas de advogados, acadêmicos, membros do governo Lula (PT) e parlamentares, o documento destaca a data como uma celebração da superação dos atos golpistas ocorridos há três anos, reforçando o compromisso com o Estado Democrático de Direito e a soberania nacional.
A importância do 8 de janeiro para a democracia brasileira
O texto, elaborado por grupos como o centro acadêmico XI de Agosto, o coletivo jurídico Prerrogativas e o PT de São Paulo, traça um panorama da conjuntura política e social do país, enfatizando que o dia 8 de janeiro deve ser entendido como uma “festa cívica histórica em defesa da democracia”. Além de relembrar o enfrentamento a tentativas de ruptura institucional, o manifesto alerta para a necessidade de vigilância contínua contra ameaças internas e externas que possam comprometer os fundamentos democráticos brasileiros.
O documento também chama atenção para a importância da memória histórica, afirmando que “a memória é fundamental para que novos atos deste tipo não sejam tolerados”. A defesa do Estado Democrático de Direito é apresentada como um imperativo para a manutenção da ordem política e social do país.
Pontos centrais do manifesto
Defesa da Democracia: O manifesto reforça que a democracia não se impõe pela força, mas é construída cotidianamente por meio da participação popular, diálogo e cooperação entre cidadãos.
Soberania Nacional: O documento destaca a importância de proteger a soberania do Brasil e da região, incluindo uma menção específica à reação contra ataques dos Estados Unidos à Venezuela, reafirmando que o Brasil não deve ser tratado como “quintal de nenhuma outra nação”.
Respeito aos Direitos: Além da soberania, o texto enfatiza o respeito aos direitos humanos, ao ordenamento jurídico nacional, ao direito internacional e aos organismos multilaterais de cooperação.
Participação Popular: A construção democrática é associada à vontade popular e ao fortalecimento das instituições brasileiras.
Serviço e segurança democrática: o papel da sociedade em 2026
O ato no Largo de São Francisco, que marcará a leitura pública do manifesto, simboliza a mobilização de diferentes setores da sociedade civil, jurídica e política em prol da democracia. A participação ativa de grupos acadêmicos, juristas e representantes do governo expressa uma agenda conjunta para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
Em um contexto político ainda sensível, o manifesto convoca brasileiros e brasileiras a manterem-se atentos e engajados na proteção dos princípios democráticos e da soberania nacional, reforçando que a garantia desses valores depende de esforços permanentes e diários.
A data de 8 de janeiro, portanto, reforça-se em 2026 não apenas como um marco comemorativo, mas como um momento de reflexão sobre os desafios presentes e futuros para a democracia brasileira, destacando que a resistência às ameaças deve ser uma tarefa coletiva e constante.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





