Ascensão social no Brasil envolve 17,4 milhões em dois anos

FGV revela crescimento histórico das classes A, B e C com milhões deixando a pobreza

Ascensão social no Brasil envolve 17,4 milhões em dois anos
Moedas e notas de real, dinheiro brasileiro – Foto: Priscila Zambotto/Getty Images

FGV aponta que 17,4 milhões saíram da pobreza e ingressaram nas classes A, B e C em apenas dois anos no Brasil.

Contexto da ascensão social no Brasil entre 2022 e 2024

A ascensão social no Brasil ganhou força significativa em um período recente, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre 2022 e 2024, 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza e passaram a integrar as classes A, B e C. Este crescimento representa o maior registrado historicamente, com um aumento de 78,18% nessas faixas sociais, baseando-se na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) que acompanha a evolução desde 1976.

Segundo a FGV, este número de pessoas ascendentes equivale à população inteira do Equador, evidenciando a magnitude do fenômeno social recente no país. Em 2024, a classe C, considerada a classe média que reúne famílias capazes de suprir necessidades básicas e exercer algum poder de consumo, representava 60,97% da população. As classes A e B, que possuem maior estabilidade financeira e renda, somaram juntos 17,21%.

Impacto dos programas sociais Bolsa Família e BPC na mobilidade social

A pesquisa também destaca que aproximadamente 14% das pessoas que ascenderam socialmente recebem benefícios sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Esses programas têm sido importantes instrumentos para aliviar a pobreza e criar condições para o aumento da renda e do consumo entre os estratos sociais mais vulneráveis.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, salientou que o crescimento econômico acima de 3% ao ano, aliado à geração de empregos e fortalecimento de pequenos e médios negócios, foi fundamental para a expansão da capacidade de consumo das famílias de baixa renda. Ele ressaltou ainda que o dinheiro circulando entre os mais pobres, graças a programas sociais, abre portas para oportunidades maiores, seja por emprego formal ou empreendedorismo assistido.

Análise dos dados sobre a redução das classes D e E no Brasil

Além do crescimento das classes A, B e C, a FGV observa que as classes socioeconômicas mais baixas, D e E, apresentaram retração e alcançaram seus menores índices históricos: 15,05% para a classe D e 6,77% para a classe E. Isso indica uma mudança estrutural no perfil socioeconômico do país, com menos pessoas vivendo em condições de pobreza extrema e mais integradas à economia formal e consumidora.

Essa transformação impacta diretamente o mercado interno, pois a ampliação das classes médias e altas aumenta a demanda por bens e serviços, o que pode impulsionar o crescimento econômico sustentável.

Perspectivas para a economia e o desenvolvimento social no Brasil

A ascensão social observada evidencia avanços importantes no combate à pobreza e na promoção da inclusão econômica. O aumento da renda disponível e a melhora das condições de vida contribuem para uma economia mais dinâmica e menos desigual.

No entanto, desafios permanecem, como a necessidade de manter o ritmo de crescimento econômico, ampliar o acesso à educação e qualificação profissional, e garantir a sustentabilidade dos programas sociais que têm se mostrado eficazes.

A continuidade dessas políticas e o fortalecimento do mercado de trabalho formal são essenciais para consolidar as conquistas sociais e permitir que mais brasileiros ascendem economicamente.

Considerações finais sobre as mudanças recentes na estrutura social brasileira

A recente ascensão social no Brasil, com 17,4 milhões de pessoas deixando a pobreza em apenas dois anos, representa um marco histórico para o país. Essa transformação é resultado da combinação entre crescimento econômico sustentado, políticas públicas eficazes e ampliação das oportunidades de emprego e negócios.

O cenário aponta para uma mudança positiva na distribuição de renda e no perfil socioeconômico da população, permitindo maior estabilidade e potencial crescimento do mercado consumidor interno. A continuidade desses esforços será fundamental para manter e ampliar essa trajetória de melhoria social e econômica.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Priscila Zambotto/Getty Images