Acordo Mercosul UE promete baratear produtos importados no Brasil

Redução gradual de tarifas deve impactar preços de azeite, queijos, vinhos e chocolates para consumidores brasileiros

Acordo Mercosul UE promete baratear produtos importados no Brasil
Visão aérea do Porto de Santos, importante para comércio exterior brasileiro. Foto: m de drone mostra o Porto de Santos (SP)

O acordo Mercosul UE prevê redução gradual de tarifas que deve baratear produtos importados, aumentando variedade e competitividade no Brasil.

Impacto do acordo Mercosul UE na economia brasileira

O acordo Mercosul UE, aprovado em 9 de abril pela Comissão Europeia, inicia uma série de mudanças na estrutura tarifária para produtos importados da União Europeia pelo Brasil. A redução gradual das tarifas deve beneficiar diretamente o consumidor brasileiro, especialmente em segmentos como azeite de oliva, queijos, vinhos e chocolates. Este movimento visa aumentar a competitividade dos produtos europeus no mercado nacional e estimular a diversificação da oferta.

Cronograma de redução de tarifas e cotas tarifárias para queijos

A eliminação das tarifas sobre produtos como azeite e chocolates ocorrerá de forma escalonada, conforme estipulado em cronogramas que podem chegar a 15 anos. Para queijos, o acordo estabelece um mecanismo de cotas tarifárias progressivas: inicialmente, uma quantidade limitada poderá ser importada com tarifas reduzidas, e, ao longo de dez anos, essa cota aumentará até estabilizar em cerca de 30 mil toneladas anuais com isenção total. Quantidades acima da cota continuarão sujeitas às tarifas normais, garantindo proteção gradual à produção local.

Ampliação da oferta e pressão sobre preços de vinhos e azeites

Os vinhos europeus, historicamente impactados por tarifas elevadas no Brasil, serão beneficiados pela redução progressiva de impostos, o que tende a ampliar a variedade de rótulos disponíveis e exercer pressão para a redução de preços, principalmente no médio prazo. O mesmo processo vale para o azeite de oliva, consolidando a posição da União Europeia como principal fornecedora deste produto e fortalecendo seu acesso ao mercado brasileiro.

Salvaguardas e proteção aos produtores locais durante a transição

Para evitar impactos abruptos na cadeia produtiva nacional, o acordo prevê salvaguardas e períodos prolongados de transição, especialmente para produtos considerados sensíveis por ambos os blocos econômicos. Estas medidas permitem que produtores brasileiros e europeus se adaptem gradualmente às novas condições comerciais, reduzindo riscos de desequilíbrios e perdas significativas.

Potenciais efeitos a médio e longo prazo para consumidores e comércio exterior

Especialistas indicam que, a médio e longo prazo, o acordo pode representar uma redução efetiva nos preços ao consumidor, além de uma maior diversidade de produtos importados. A liberalização também deve contribuir para uma maior integração do Brasil às cadeias globais de valor, fortalecendo o comércio exterior e potencialmente impulsionando setores produtivos ligados à exportação.

O avanço do acordo Mercosul UE configura-se como um marco importante na política comercial brasileira, abrindo caminho para uma nova dinâmica econômica pautada pela liberalização gradual, proteção estratégica e ampliação das oportunidades para consumidores e empresários no cenário internacional.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: m de drone mostra o Porto de Santos (SP