Exxon avalia venezuelano investimento inviável sem mudanças urgentes

CEO Darren Woods destaca a necessidade de reformas profundas para viabilizar aportes da Exxon na Venezuela

CEO da Exxon afirma que investimento na Venezuela é inviável sem reformas jurídicas e proteção aos investidores.

Investimento na Venezuela depende de mudanças estruturais fundamentais

O investimento na Venezuela é inviável sem reformas profundas, afirmou o CEO da Exxon, Darren Woods, em reunião realizada em 9 de janeiro de 2026 com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Woods ressaltou que a empresa enxerga a Venezuela como uma oportunidade, mas apenas se houver “mudanças significativas” que garantam segurança jurídica e proteção aos investidores. Segundo o executivo, essas mudanças são essenciais para que o país possa atrair investimentos de longo prazo no setor petrolífero.

Histórico difícil da Exxon na Venezuela reforça cautela ao investir

Woods destacou a longa história da Exxon na Venezuela, marcada por episódios de confisco de ativos que ocorreram duas vezes no passado. Segundo ele, entrar novamente no mercado venezuelano exigiria garantias robustas para evitar riscos semelhantes. Essa experiência negativa contribui para a avaliação atual da empresa sobre os riscos de investir no país sul-americano, o que reforça a importância de reformas jurídicas e políticas para criar um ambiente estável.

Propostas de Donald Trump para reconstrução da indústria petrolífera

Durante a reunião, o presidente Trump garantiu que as empresas americanas terão oportunidade de reconstruir a infraestrutura energética deteriorada da Venezuela. Ele afirmou que os Estados Unidos oferecerão segurança física e financeira para as companhias que investirem no país, buscando elevar a produção de petróleo a níveis nunca antes alcançados. Embora Trump tenha mencionado essa proteção, os detalhes sobre os mecanismos de segurança e garantias não foram explicitados.

Compromisso financeiro das empresas com o setor venezuelano

O plano apresentado por Trump prevê um investimento mínimo de US$ 100 bilhões por parte das empresas envolvidas, exclusivamente com recursos próprios, sem a necessidade de aporte financeiro do governo americano. O foco está em oferecer um ambiente protegido para que esses investimentos sejam recuperados e gerem retorno adequado aos acionistas, além de beneficiar o governo venezuelano e a população local, segundo Woods.

Necessidade de reformas jurídicas e políticas para atração de investidores

Para que a Exxon e outras companhias possam considerar investimentos significativos, Woods citou a importância de reformas no sistema jurídico, no regime de proteção aos investimentos e nas leis de hidrocarbonetos. Ele expressou otimismo de que, com a administração atual e o trabalho conjunto entre governos dos EUA e Venezuela, essas mudanças possam ser implementadas, criando um ambiente favorável para investimentos sustentáveis e duradouros no setor energético.