Prefeito Eduardo Paes determina pesquisa para controlar valores abusivos em quiosques e aluguel de cadeiras nas orlas cariocas

Prefeitura do Rio avalia tabelar preços nas praias para conter abusos e valores elevados, ação inspirada em modelo adotado em Tel Aviv.
Prefeito Eduardo Paes determina estudo para tabelamento de preços nas praias do Rio
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou em 10 de janeiro a solicitação de um estudo para avaliar a possibilidade de implementar o tabelamento de preços nas praias da cidade. A iniciativa surge após denúncias de abusos e valores considerados exorbitantes praticados pelos comerciantes na orla durante o verão.
Exemplos internacionais e inspiração para o Rio de Janeiro
Paes mencionou a cidade de Tel Aviv, em Israel, como referência para essa ação. Lá, os preços de produtos e serviços oferecidos nas praias são tabelados, garantindo maior controle e proteção ao consumidor. Embora o prefeito geralmente prefira a liberdade do mercado funcionar sem restrições, ele reconhece que diante das circunstâncias atuais, é necessária uma intervenção para coibir práticas abusivas.
Comércio nas praias: funcionamento e fiscalização pela prefeitura
O comércio que ocorre nas praias do Rio de Janeiro, incluindo barracas, quiosques e aluguel de cadeiras, só pode funcionar mediante autorização da prefeitura, configurando-se como permissionários ou concessões municipais. Mesmo com essa regulamentação, tem-se relatado casos de preços abusivos, como o aluguel de espreguiçadeiras que podem chegar a R$ 100 na zona sul, enquanto a média convencional varia entre R$ 15 e R$ 20.
Impactos do tabelamento de preços para moradores e turistas
A adoção do tabelamento de preços pode trazer maior equilíbrio ao mercado local, evitando que consumidores sejam penalizados por valores excessivos em produtos básicos e serviços típicos do ambiente de praia. Essa medida pode também melhorar a experiência turística, criando um ambiente mais justo e acessível, além de estimular a concorrência saudável entre comerciantes autorizados.
Próximos passos: estudo das secretarias de Ordem Pública e Defesa do Consumidor
As secretarias responsáveis pela Ordem Pública e Defesa do Consumidor foram encarregadas de conduzir o estudo que avaliará a viabilidade dessa regulamentação. O trabalho deverá analisar aspectos legais, econômicos e sociais, levando em conta as particularidades do comércio nas orlas cariocas. O resultado poderá orientar uma futura implementação de regras para evitar abusos e garantir preços mais justos.
Considerações finais sobre a iniciativa do prefeito Eduardo Paes
Essa medida demonstra a preocupação da gestão municipal em proteger os consumidores e promover um ambiente comercial equilibrado nas praias do Rio. O desafio está em encontrar um modelo que concilie a liberdade econômica com a necessidade de controle para evitar a exploração e garantir o acesso justo aos produtos e serviços oferecidos nas áreas de lazer da cidade.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: Movimentação nas praias de Ipanema e Arpoador





