O deputado cassado utilizou verba parlamentar para custear aluguel e combustível em Brasília, mesmo residindo nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro pediu reembolso pelo aluguel de carro em Brasília em março de 2025, enquanto já estava nos EUA, usando verba da cota parlamentar.
Eduardo Bolsonaro pediu reembolso por aluguel de carro em Brasília enquanto estava nos EUA
Eduardo Bolsonaro pediu reembolso pelo aluguel de um Jeep Commander em Brasília no dia 5 de março de 2025, embora já residisse nos Estados Unidos desde fevereiro daquele ano. Essa situação gerou questionamentos sobre a legitimidade do uso da cota parlamentar para cobertura dessas despesas, considerando que o ex-deputado cassado não podia exercer suas funções presencialmente.
Detalhes das despesas e uso da cota parlamentar em março de 2025
Segundo dados da Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro pagou R$ 8 mil pelo aluguel do veículo, tendo recebido reembolso parcial de R$ 5.333,34. Além disso, no dia 9 de março, houve um reembolso de R$ 195,68 referente ao abastecimento do carro. Outras notas de despesas somaram R$ 642,09, todas reembolsadas integralmente. No total, o gabinete do deputado gastou R$ 15.615,82 em março de 2025, contemplando manutenção do escritório, telefonia, locação de veículos, serviços de táxi, pedágio, estacionamento e combustíveis.
Contexto político e cassação do mandato
Eduardo Bolsonaro foi cassado do mandato de deputado federal devido ao acúmulo de faltas na Câmara dos Deputados. Desde fevereiro de 2025, ele está nos Estados Unidos, não autorizado a votar à distância. Inicialmente, entrou em licença parlamentar, mas o prazo expirou. Tentou exercer o mandato remotamente como líder da minoria, o que não foi aceito pela Casa. A Constituição prevê perda automática do mandato para parlamentares que faltam a um terço das sessões, sem necessidade de análise no Conselho de Ética.
Implicações e fiscalização do uso da cota parlamentar
A cota parlamentar financia despesas dos deputados para o desempenho do mandato, incluindo locação de veículos e combustível. Seu uso é regulado e fiscalizado, mas o caso de Eduardo Bolsonaro levanta dúvidas sobre a adequação dos gastos, uma vez que ele estava fora do país e não exercia suas funções no Brasil. Não há clareza se o aluguel e o abastecimento referem-se a terceiros ou a outra situação.
Esclarecimentos e respostas pendentes
A reportagem tentou contato com a assessoria de Eduardo Bolsonaro para esclarecimentos, mas não obteve resposta até o momento. O caso expõe um debate maior sobre transparência e controle dos recursos públicos destinados a parlamentares que não exercem suas funções presencialmente.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida de Eduardo Bolsonaro





