Tarifaço de Trump Visto como Manobra Política por 75% dos Brasileiros, Aponta Ipsos-Ipec

Uma pesquisa recente da Ipsos-Ipec revelou que a maioria dos brasileiros acredita que a imposição de tarifas de 50% sobre produtos nacionais pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi motivada por razões políticas. O levantamento, divulgado nesta terça-feira, indica que 75% dos entrevistados compartilham dessa percepção. Apenas 12% consideram a medida uma questão puramente comercial.

O estudo também revelou que uma pequena parcela, 5%, vê o tarifaço como uma combinação de fatores políticos e comerciais. Um percentual de 8% dos entrevistados não soube ou não quis responder à pergunta. A pesquisa foi realizada entre os dias 1 e 5 de agosto, antecedendo o início da aplicação das tarifas.

Além da percepção sobre a motivação do tarifaço, a pesquisa Ipsos-Ipec investigou a opinião dos brasileiros sobre uma possível retaliação. Os resultados mostram uma divisão de opiniões: 49% concordam que o Brasil deveria responder com medidas semelhantes, enquanto 43% discordam dessa abordagem.

O levantamento detalha o nível de concordância com a retaliação, com 33% dos entrevistados concordando totalmente e 16% concordando em parte. Entre os que discordam, 30% se opõem totalmente a uma resposta na mesma moeda, e 13% discordam em parte. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 132 cidades, com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O estudo identificou grupos específicos mais propensos a apoiar ou rejeitar a retaliação. “O grupo mais favorável à resposta na mesma moeda é formado por eleitores de Lula (61%), moradores do Norte/Centro-Oeste (58%), de 16 a 24 anos (55%), com ensino superior (53%), mulheres (51%), católicos (51%) e que aqueles com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos (50%)”, aponta o relatório. Em contrapartida, oposição à retaliação é mais forte entre eleitores de Jair Bolsonaro (56%), moradores do Sul (52%), residentes da periferia (52%) e evangélicos (50%).

Fonte: http://www.metropoles.com

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