Novos tratados do Mercosul devem aumentar em 31,2% o comércio com tarifas zero ou menores até 2025

Acordos do Mercosul com UE, EFTA e Cingapura elevam em 31,2% o comércio brasileiro com tarifas reduzidas até 2025.
Impacto dos acordos Mercosul-União Europeia, EFTA e Cingapura no comércio brasileiro
Os acordos de livre comércio firmados entre o Mercosul e os blocos da União Europeia, EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e Cingapura devem transformar o cenário do comércio exterior brasileiro até 2025. Atualmente, apenas 12,4% da corrente comercial do país conta com algum tipo de acesso preferencial, totalizando cerca de US$ 78 bilhões. Com a entrada em vigor dessas novas parcerias, a estimativa é que esse percentual salte para 31,2%, o equivalente a US$ 196,4 bilhões em exportações e importações com tarifas reduzidas ou zeradas.
Benefícios econômicos e competitividade para o Brasil
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, ressalta que a ampliação das tarifas preferenciais é um avanço significativo para a economia brasileira. Esse crescimento, que representa mais que o dobro do atual nível, reforça a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional. Além disso, cria um ambiente propício para atração de investimentos, geração de empregos qualificados e maior inserção do setor privado em cadeias produtivas globais.
Status atual e próximos passos dos acordos comerciais
O tratado com Cingapura, assinado em dezembro de 2023, ainda aguarda revisão jurídica e aprovação pelo Congresso Nacional. Em setembro do mesmo ano, o Mercosul firmou acordo com o EFTA, enquanto o tratado com a União Europeia deve ser finalmente assinado em 17 de junho de 2024, em Assunção, Paraguai. Esses passos indicam um esforço coordenado para consolidar e expandir as relações comerciais do bloco sul-americano com mercados estratégicos.
Negociações em andamento com outros parceiros internacionais
Além dos acordos já firmados, o Mercosul está envolvido em negociações com diversos países visando ampliar sua rede de livre comércio. Entre as discussões mais avançadas estão as com os Emirados Árabes Unidos, onde temas como produtos químicos apresentam desafios, e com o Canadá, cujas negociações foram retomadas recentemente. Também há processos iniciais com o Vietnã, Indonésia, Índia, República Dominicana, Panamá, El Salvador, Colômbia e Equador. O Japão e Reino Unido manifestaram interesse em estabelecer parcerias estratégicas, embora ainda sem avanços concretos.
Desafios para a expansão das negociações comerciais
A secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan, destaca que o governo brasileiro possui forte interesse em avançar em todas as frentes de negociação. No entanto, a multiplicidade de acordos simultâneos impõe limitações técnicas e logísticas, principalmente devido à escassez de equipes especializadas para conduzir as negociações com agilidade e profundidade. Este desafio será determinante para o ritmo e a abrangência da inserção internacional do Brasil nos próximos anos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Mercosul e União Europeia





