Sabatina tensa: Senador Portinho questiona currículo de indicada ao STM e gera debate acalorado no Senado

A sabatina de Verônica Abdalla Sterman, indicada ao Superior Tribunal Militar (STM), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi marcada por um momento de tensão. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) questionou a veracidade das informações apresentadas no currículo da advogada, alegando que ela teria incluído um mestrado incompleto na Universidade de São Paulo (USP).

O questionamento de Portinho focou na alegação de que Sterman teria interrompido o mestrado em 2018 e, portanto, não poderia divulgá-lo como uma qualificação concluída. “Recebi de manhã o seu currículo e vi aqui ‘mestrado em direito processual penal pela USP com créditos concluídos e projeto aprovado em 2018’”, afirmou o senador, complementando que, segundo suas pesquisas, Sterman não concluiu o mestrado.

Em resposta, Verônica Sterman explicou que pausou o mestrado devido a complicações durante uma gravidez de risco, mas que o currículo refletia a verdade sobre os créditos cursados e o projeto aprovado. “Sobre o que foi divulgado na imprensa, eu não controlo o que é divulgado, tenho controle apenas sobre o currículo que eu distribuí e lá está a expressão da verdade”, defendeu-se a indicada.

A postura de Portinho gerou desconforto entre os demais senadores. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), repreendeu o colega, considerando sua abordagem “incisiva” e constrangedora para a advogada. Líderes partidários como Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM) também se manifestaram, defendendo a aprovação da indicação de Sterman.

Além da questão do mestrado, Portinho questionou a falta de “vivência militar” de Verônica Sterman, sugerindo que outros candidatos com experiência nas Forças Armadas seriam mais adequados para o cargo no STM. A indicação de Verônica Sterman representa a possibilidade de ser a segunda mulher a integrar a mais alta corte militar do país. Antes de deixar a sessão, Portinho comparou seu tratamento a Sterman com o que dispensou a Flávio Dino, durante sua sabatina para ministro do STF.

Fonte: http://www.metropoles.com

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