Estudo revela que cães superdotados podem assimilar vocabulário sem interação direta, semelhante a bebês humanos

Pesquisa mostra que cães inteligentes podem aprender palavras apenas ouvindo conversas, revelando habilidades cognitivas semelhantes às humanas.
Um estudo publicado em 8 de janeiro de 2026 pela Universidade Eötvös Loránd (ELTE), na Hungria, investigou se cães superdotados podem aprender palavras novas apenas ouvindo as interações humanas. Pesquisadores liderados por Shany Dror demonstraram que, assim como bebês a partir de 18 meses, certos cães conseguem expandir seu vocabulário de forma passiva, captando nomes de objetos em conversas não direcionadas a eles.
Experimentos com cães superdotados em aprendizado de vocabulário
Os pesquisadores selecionaram 10 cães identificados como “Aprendizes Dotados de Palavras”, que já conheciam nomes de brinquedos. Os tutores apresentaram dois novos brinquedos, nomeando-os repetidamente durante sessões curtas. Após cerca de oito minutos, sete cães reconheceram corretamente os brinquedos ao comando verbal. Em seguida, em um cenário de “escuta casual”, os tutores mencionaram os nomes entre si, sem interação com os cães, que ainda assim conseguiram identificar os objetos. Um terceiro experimento comprovou que os cães lembravam os nomes mesmo quando os brinquedos estavam fora de vista, confirmando a flexibilidade do aprendizado.
Habilidades cognitivas dos cães e comparação com bebês humanos
O estudo mostrou que esses cães usam pistas sociais e sinais comunicativos para aprender palavras, semelhantemente às crianças pequenas. Essa habilidade sugere que as capacidades cognitivas e sociais necessárias para aprender ouvindo evoluíram antes da linguagem humana. A domesticação dos cães favoreceu indivíduos aptos a compreender a comunicação humana, resultado visível na facilidade de alguns cães em entender e adquirir vocabulário passivamente.
A raridade da habilidade entre cães e implicações para a compreensão animal
Embora cães dotados como Border Collies, pastores alemães e labradores tenham exibido essa habilidade, ela é rara na população geral. Testes com cães comuns indicam que a maioria não aprende nomes de objetos apenas ouvindo conversas. Isso reforça a ideia de que fatores genéticos e ambientais específicos desenvolvem tais capacidades. A pesquisa amplia a compreensão sobre a profundidade da cognição canina e o potencial das interações humano-animal.
Perspectivas futuras para pesquisas sobre comunicação e aprendizado canino
Os resultados inspiram novas linhas de investigação sobre como diferentes espécies aprendem através da observação e da escuta. A flexibilidade cognitiva demonstrada pelos cães superdotados pode levar a avanços no treinamento, comunicação e bem-estar animal. Além disso, essa proximidade com a aprendizagem humana fortalece o papel dos cães como companheiros e auxiliares no cotidiano das pessoas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





