Bancada da educação propõe índice baseado no IPCA para garantir ganho real aos docentes
Bancada da educação defende reajuste salarial para professores em 2026 acima da inflação, com base no IPCA.
Proposta de reajuste salarial para professores visa superar inflação em 2026
A luta por um reajuste salarial para professores ganhou novo fôlego em 12 de janeiro de 2026, quando o deputado Rafael Brito (MDB-AL), presidente da Frente Parlamentar da Educação, propôs ao ministro da Educação, Camilo Santana, alterar a base de cálculo do reajuste do piso nacional do magistério. Atualmente vinculado ao Valor Aluno Ano do Fundeb (VAAF), o reajuste previsto é de apenas 0,37%, inferior à inflação de 4,26% registrada em 2025. A proposta da bancada da educação sugere que o índice seja recalculado com base no IPCA, acrescido de uma margem entre 1% e 2%, o que resultaria em um reajuste estimado de 5,76% para 2026, garantindo ganho real aos docentes.
Detalhes da proposta e seus impactos para a valorização docente
O deputado Rafael Brito destacou que a mudança no cálculo do reajuste salarial não só corrige a defasagem causada pela inflação, mas também visa assegurar o reconhecimento e a valorização da carreira dos professores pelos próximos 10 anos. A atual metodologia, prevista no artigo 5º da Lei do Piso, está desatualizada frente às pressões inflacionárias e não reflete a necessidade de garantir condições dignas aos educadores. Com o reajuste baseado no IPCA somado a um percentual adicional, a proposta busca estabilidade e segurança na remuneração do magistério, fomentando melhorias na qualidade do ensino público.
Reações dos sindicatos da educação à proposta de reajuste
A divulgação da base de cálculo atual, que prevê um aumento mínimo, gerou críticas intensas por parte dos sindicatos da educação. O Sindeducação de São Luís classificou o reajuste como “completamente inaceitável”, apontando a necessidade urgente de valorização da carreira docente. Da mesma forma, o Sindsifcfe, do Ceará, definiu o percentual como um “golpe na carreira” dos professores públicos. Essas manifestações evidenciam a insatisfação da categoria frente à proposta vigente e reforçam a pressão sobre o governo para a adoção de mudanças efetivas.
Posicionamento do Ministério da Educação e próximos passos
Em resposta às críticas, o ministro Camilo Santana publicou um vídeo nas redes sociais reafirmando o compromisso do governo federal em revisar as regras do piso nacional do magistério. Ele destacou que “não se pode admitir um aumento de apenas 0,37%” e garantiu que o governo anunciará novas medidas até meados de janeiro de 2026. O Ministério da Educação informou que pretende editar uma Medida Provisória, com vigência imediata, para modificar o cálculo do reajuste, após diálogo com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Essa iniciativa busca atender às demandas da categoria e promover a valorização salarial dos professores.
Importância do reajuste salarial para o futuro da educação pública brasileira
O reajuste salarial para professores é um tema central na discussão sobre a qualidade da educação pública no Brasil. Garantir ganhos reais acima da inflação é fundamental para atrair e manter profissionais qualificados na carreira docente. A proposta que vincula o reajuste ao IPCA, acrescido de um percentual adicional, representa um avanço na política educacional, alinhando a remuneração dos professores às condições econômicas do país. A valorização salarial contribui para a motivação dos educadores e, consequentemente, para a melhoria do ensino oferecido aos alunos, impactando positivamente o desenvolvimento social e econômico do Brasil.





