Iranianos furam bloqueio e comunicam-se com o exterior durante protestos

Apesar do apagão digital imposto pelo governo, iranianos utilizam ferramentas alternativas para relatar a situação nas ruas

Iranianos furam bloqueio e comunicam-se com o exterior durante protestos
Feridos são atendidos no chão do hospital Al Ghadir no Irã. Foto: Ghadir, no Irã, segundo a Iran Human Rights

Iranianos furam bloqueio de comunicações para relatar protestos e repressão intensa nas ruas de Teerã, apesar do controle estatal sobre internet e telefonia.

Contexto da comunicação interrompida no Irã durante os protestos

Iranianos furam bloqueio de comunicações no país desde a manhã de 13 de janeiro de 2026, entrando em contato com o exterior para relatar a situação atual. As ruas de Teerã estão fortemente patrulhadas por policiais armados, equipados com capacetes, coletes, escudos, armas e sprays de gás lacrimogêneo, segundo testemunhas. A keyphrase “iranianos furam bloqueio” descreve a ação que desafia o controle estatal sobre a comunicação na capital e outras regiões.

Repressão e impacto dos protestos na infraestrutura do Irã

Os protestos contra o governo, em curso desde 28 de dezembro, causaram destruição significativa, incluindo incêndios em bancos e prédios públicos, além de danos a caixas eletrônicos. A falta de internet afetou as transações financeiras e dificultou o acesso a serviços essenciais. As forças de segurança ordenaram a reabertura do comércio em Teerã, apesar dos temores de novas manifestações, conforme relatos de moradores em contato com a imprensa internacional.

Apagão digital e as estratégias para burlar o bloqueio

O governo iraniano mantém o país há mais de 108 horas sem acesso à internet fixa, dados móveis e linhas telefônicas convencionais, segundo a organização NetBlocks. Apesar disso, alguns iranianos utilizam a tecnologia Starlink, da empresa de Elon Musk, para contornar o bloqueio digital, embora o serviço enfrente instabilidades. O controle estatal restringe o uso a sites previamente aprovados e impede o envio de mensagens SMS, limitando severamente a comunicação interna e externa.

Repercussões humanitárias e números de vítimas

De acordo com a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, ao menos 648 manifestantes foram mortos, a maioria com cerca de 30 anos, desde o início dos protestos. A organização alerta que a cifra pode ser muito maior devido à dificuldade de monitoramento provocada pelo apagão digital. Cerca de 2.600 pessoas foram presas, e poucas informações oficiais foram divulgadas. Vídeos confirmam manifestações em bairros de Teerã, com manifestações de apoio à antiga dinastia Pahlavi.

Reação internacional e posicionamento do governo dos EUA

Enquanto o governo iraniano declara que a situação está “sob controle” e acusa os manifestantes de provocar uma intervenção estrangeira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã e manifestar apoio aos manifestantes. Em suas redes sociais, Trump afirmou que os iranianos “buscam liberdade como nunca antes” e indicou que os Estados Unidos estão preparados para ajudar. Equipes na Casa Branca avaliam opções que vão desde o suporte direto aos manifestantes até possíveis ações militares.

Canal diplomático aberto e perspectivas para o conflito

Apesar das tensões, o canal de comunicação diplomática entre Irã e Estados Unidos permanece aberto, embora o governo iraniano ressalte que negociações não podem ser unilaterais. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que as “mensagens necessárias” continuarão sendo trocadas para evitar uma escalada maior. O futuro dos protestos e da crise política no Irã permanece incerto, com repercussões que podem afetar a estabilidade regional e as relações internacionais.

Fonte: noticias.uol.com.br

Fonte: Ghadir, no Irã, segundo a Iran Human Rights