Ex-ministro aponta que nova política do governo de Tarcísio de Freitas elevará custos para população e privilegiará empresas privadas
Zé Dirceu critica pedágios em São Paulo e denuncia aumento de tarifas com sistema Free Flow adotado pelo governo estadual.
A crítica de Zé Dirceu aos pedágios em São Paulo e a política do governo
O ex-ministro José Dirceu expressou sua oposição à estratégia de pedágios em São Paulo adotada pelo governador Tarcísio de Freitas, argumentando que a “modernização” do sistema resulta em aumento de custos para a população. A crítica foi realizada em 13 de janeiro de 2026, em seu perfil no X, e reforçada pelo ex-deputado estadual Simão Pedro. Eles defendem que o sistema Free Flow, responsável pela cobrança eletrônica sem cabines, não visa o interesse público, mas sim a ampliação do lucro de empresas parceiras. Dirceu alerta que essa política onera os cidadãos e prejudica deslocamentos diários em rodovias secundárias.
Sistema Free Flow e seus impactos econômicos e sociais
Simão Pedro detalha que o modelo Free Flow funcionará como uma “mina de ouro” para empresas privadas, multiplicando consideravelmente os pontos de arrecadação no Estado. A nova política inclui a criação de 58 novas praças de pedágio, afetando setores como Alta Mogiana, Sorocaba e Baixada Santista. Além disso, pedágios serão instalados em rodovias intercidades que antes não tinham cobrança, o que traz preocupações sobre a queda do turismo local e a redução da arrecadação municipal. As tarifas são acusadas de serem de 4 a 5 vezes mais caras que as praticadas em rodovias federais, evidenciando o custo elevado para os usuários.
Rigor das punições no novo sistema de cobrança eletrônica
Outra questão apontada é o rigor das penalidades para quem não efetuar o pagamento via aplicativo no prazo estabelecido. Os usuários inadimplentes poderão ser multados em R$ 190 e ainda perderão 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Essa medida reforça o caráter punitivo da política adotada e gera críticas sobre a imposição de encargos pesados à população, que já enfrenta o aumento das tarifas.
Comparações e alegações sobre favorecimento político
José Dirceu compara a política rodoviária implementada por Tarcísio de Freitas com outras ações polêmicas do governo, como a privatização da Sabesp e a regularização de terras no Pontal do Paranapema. Segundo o ex-ministro, Tarcísio concedeu descontos de 90% na legalização de terras devolutas griladas, beneficiando aliados políticos. Ele finaliza seu posicionamento afirmando que o governador estaria enganando a população com a promessa de modernização, mas na prática ampliando privilégios privados às custas do interesse público.
Debate sobre concessões e transparência na gestão pública
A crítica de Zé Dirceu e Simão Pedro evidencia um debate maior sobre as concessões e a gestão dos recursos públicos no Estado de São Paulo. A expansão das praças de pedágio e o uso do sistema Free Flow suscitam questionamentos sobre transparência, controle social e prioridades governamentais. O impacto na mobilidade cotidiana, no turismo regional e na economia local são aspectos centrais da análise, que desafia a narrativa oficial de modernização e eficiência.
A discussão mostra um cenário em que políticas públicas relacionadas à infraestrutura viária são contestadas por setores que alertam para os custos sociais e econômicos decorrentes de modelos que priorizam interesses privados, reforçando a necessidade de um olhar crítico e participativo sobre decisões que afetam diretamente a população.





