ano de 2025 registra terceiro maior aquecimento global da história

média do triênio ultrapassa limite do Acordo de Paris e evidencia riscos crescentes à estabilidade climática

ano de 2025 registra terceiro maior aquecimento global da história
Temperaturas recordes em 2025 marcam terceiro maior aquecimento global já registrado Foto: Governo Federal

O aquecimento global de 2025 é o terceiro mais intenso da história, com a média do triênio ultrapassando o limite de 1,5°C estipulado pelo Acordo de Paris.

O aquecimento global em 2025 atingiu níveis sem precedentes, sendo o terceiro mais intenso na série histórica, segundo dados do Copernicus, o serviço de monitoramento climático da União Europeia. A média do triênio 2023-2025 ultrapassou o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris, um marco que reforça a urgência das ações globais contra a mudança climática. Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), destaca que embora eventos climáticos extremos não possam ser atribuídos a uma única causa, as mudanças climáticas aumentam sua frequência e gravidade.

Impactos regionais e eventos extremos associados ao aquecimento global em 2025

No ano de 2025, grandes incêndios florestais castigaram diversas regiões, como a Califórnia, onde o incêndio Eaton resultou em 19 mortes e destruiu cerca de 9.000 edificações. Na Austrália, ondas de calor e secas severas promoveram recordes de incêndios florestais, evidenciando que as altas temperaturas globais elevam o risco desses desastres ambientais. A temperatura média global em 2025 foi de 14,97 °C, 0,59 °C acima da média de referência de 1991-2020, com amplas regiões terrestres e oceânicas apresentando temperaturas anormalmente elevadas, especialmente nas regiões polares.

Fatores que impulsionam o aumento das temperaturas globais

O aumento das temperaturas globais está diretamente ligado ao acúmulo de gases de efeito estufa, especialmente devido à queima de combustíveis fósseis, que tiveram emissões recordes em 2025. Outros fatores contribuem para o fenômeno, como a alta temperatura da superfície dos oceanos, a variabilidade climática relacionada ao El Niño no final de 2023 e 2024, além da redução de aerossóis atmosféricos que antigamente resfriavam o planeta. A diminuição dessas partículas, consequência da queda na emissão de poluentes no leste asiático, aumentou a exposição da Terra à radiação solar, intensificando o aquecimento.

Consequências do “overshoot” e desafios para limitar o aquecimento global

O termo “overshoot” refere-se à ultrapassagem temporária do limite de aquecimento global de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. As evidências apontam que o planeta já está nessa trajetória, o que exigirá a implementação de tecnologias e políticas para reduzir emissões e retirar dióxido de carbono da atmosfera em escala ainda não viável atualmente. Carlos Buontempo, diretor do Serviço de Mudança Climática do Copernicus, ressalta que a gestão desse risco será fundamental para minimizar os impactos crescentes da crise climática.

Previsões para o futuro e necessidade de ação internacional

O prognóstico para os próximos anos indica a possibilidade de novos episódios de El Niño, que podem aumentar ainda mais as temperaturas globais. A continuidade das emissões elevadas, combinada com os efeitos naturais, coloca a comunidade internacional diante de um cenário crítico que demanda ações urgentes. Além disso, desafios políticos e questões relacionadas à coleta e análise de dados ambientais podem afetar a resposta global à crise climática. É imprescindível que países mantenham compromissos rigorosos para evitar que as temperaturas globais continuem a subir, aumentando os riscos para ecossistemas e populações vulneráveis.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Governo Federal