Mulher morre afogada após fugir de hospital no litoral do Paraná

Investigação apura possíveis negligências no transporte de paciente com esquizofrenia que resultou em morte

Mulher morre afogada após fugir de hospital no litoral do Paraná
Vítima chegou a ser socorrida, mas morreu ainda no local do afogamento. Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Mulher morre afogada após fugir de hospital em Matinhos; investigação busca esclarecer negligência durante transporte.

Contexto da morte da mulher que fugiu de hospital no litoral do Paraná

A mulher morre afogada após fugir de hospital em Matinhos, no litoral do Paraná, em um caso que ocorreu entre os dias 2 e 3 de janeiro. Fernanda Pereira Zanick, de 36 anos, estava sendo transportada de Guaratuba para Matinhos para realizar um exame de raio-x, necessário porque o equipamento da UPA de Guaratuba estava em manutenção. A investigação da Polícia Civil do Paraná busca esclarecer se houve negligência dos socorristas durante o transporte da paciente.

Investigação sobre possível negligência dos profissionais de saúde no transporte da paciente

O delegado Thiago Andrade, responsável pela investigação, afirmou que profissionais da saúde que acompanharam o caso estão sendo ouvidos para entender como a mulher conseguiu sair da ambulância sem autorização da equipe e da família. Familiares relataram que ninguém foi autorizado a acompanhar o transporte e que a paciente, com diagnóstico de esquizofrenia paranoide, não poderia ter ficado sozinha com os socorristas. A polícia avalia a possibilidade de responsabilização dos profissionais envolvidos.

Questionamentos sobre a supervisão e o protocolo durante o transporte de pacientes psiquiátricos

Segundo depoimentos da família, a paciente sofria de esquizofrenia paranoide, o que demanda cuidados específicos durante o transporte e atendimento. O fato de ela ter fugido sozinho da ambulância levanta dúvidas sobre a adequação dos protocolos adotados e a supervisão oferecida pela equipe de saúde. As secretarias municipais de saúde de Guaratuba e Matinhos emitiram notas informando que a paciente estava estável e sob responsabilidade das equipes, mas que o óbito ocorreu fora das unidades de saúde.

Procedimentos adotados pelas secretarias municipais e perspectivas da investigação

A Secretaria Municipal de Saúde de Matinhos informou que a paciente não chegou a ser internada ou acompanhada clinicamente naquele município, permanecendo sob responsabilidade da equipe de Guaratuba durante o transporte. Já a Secretaria de Saúde de Guaratuba instaurou sindicância para apurar o caso e informou que a mãe da paciente concordou com o transporte sem acompanhamento no momento do exame. A Polícia Civil aguarda laudo cadavérico para finalizar o inquérito, que deve ser encaminhado ao Ministério Público do Paraná.

Impactos e repercussões do caso no sistema de saúde do litoral do Paraná

O caso evidencia desafios na gestão e no atendimento de pacientes com condições psiquiátricas durante transporte intermunicipal para exames e procedimentos. A ausência de equipamentos essenciais em algumas unidades, a necessidade de transferências e a falta de autorizações adequadas podem aumentar o risco de incidentes graves, como o afogamento fatal ocorrido. A investigação pode resultar em recomendações para aprimorar protocolos e evitar novas tragédias na região.

Este episódio reforça a importância da supervisão rigorosa e do respeito aos protocolos de segurança no transporte de pacientes vulneráveis, em especial em regiões onde a estrutura de saúde enfrenta limitações. A apuração dos fatos pela Polícia Civil será fundamental para esclarecer responsabilidades e aprimorar práticas futuras.

Fonte: ric.com.br

Fonte: Roberto Dziura Jr/AEN