Investigação apura possíveis negligências no transporte de paciente com esquizofrenia que resultou em morte

Mulher morre afogada após fugir de hospital em Matinhos; investigação busca esclarecer negligência durante transporte.
Contexto da morte da mulher que fugiu de hospital no litoral do Paraná
A mulher morre afogada após fugir de hospital em Matinhos, no litoral do Paraná, em um caso que ocorreu entre os dias 2 e 3 de janeiro. Fernanda Pereira Zanick, de 36 anos, estava sendo transportada de Guaratuba para Matinhos para realizar um exame de raio-x, necessário porque o equipamento da UPA de Guaratuba estava em manutenção. A investigação da Polícia Civil do Paraná busca esclarecer se houve negligência dos socorristas durante o transporte da paciente.
Investigação sobre possível negligência dos profissionais de saúde no transporte da paciente
O delegado Thiago Andrade, responsável pela investigação, afirmou que profissionais da saúde que acompanharam o caso estão sendo ouvidos para entender como a mulher conseguiu sair da ambulância sem autorização da equipe e da família. Familiares relataram que ninguém foi autorizado a acompanhar o transporte e que a paciente, com diagnóstico de esquizofrenia paranoide, não poderia ter ficado sozinha com os socorristas. A polícia avalia a possibilidade de responsabilização dos profissionais envolvidos.
Questionamentos sobre a supervisão e o protocolo durante o transporte de pacientes psiquiátricos
Segundo depoimentos da família, a paciente sofria de esquizofrenia paranoide, o que demanda cuidados específicos durante o transporte e atendimento. O fato de ela ter fugido sozinho da ambulância levanta dúvidas sobre a adequação dos protocolos adotados e a supervisão oferecida pela equipe de saúde. As secretarias municipais de saúde de Guaratuba e Matinhos emitiram notas informando que a paciente estava estável e sob responsabilidade das equipes, mas que o óbito ocorreu fora das unidades de saúde.
Procedimentos adotados pelas secretarias municipais e perspectivas da investigação
A Secretaria Municipal de Saúde de Matinhos informou que a paciente não chegou a ser internada ou acompanhada clinicamente naquele município, permanecendo sob responsabilidade da equipe de Guaratuba durante o transporte. Já a Secretaria de Saúde de Guaratuba instaurou sindicância para apurar o caso e informou que a mãe da paciente concordou com o transporte sem acompanhamento no momento do exame. A Polícia Civil aguarda laudo cadavérico para finalizar o inquérito, que deve ser encaminhado ao Ministério Público do Paraná.
Impactos e repercussões do caso no sistema de saúde do litoral do Paraná
O caso evidencia desafios na gestão e no atendimento de pacientes com condições psiquiátricas durante transporte intermunicipal para exames e procedimentos. A ausência de equipamentos essenciais em algumas unidades, a necessidade de transferências e a falta de autorizações adequadas podem aumentar o risco de incidentes graves, como o afogamento fatal ocorrido. A investigação pode resultar em recomendações para aprimorar protocolos e evitar novas tragédias na região.
Este episódio reforça a importância da supervisão rigorosa e do respeito aos protocolos de segurança no transporte de pacientes vulneráveis, em especial em regiões onde a estrutura de saúde enfrenta limitações. A apuração dos fatos pela Polícia Civil será fundamental para esclarecer responsabilidades e aprimorar práticas futuras.
Fonte: ric.com.br
Fonte: Roberto Dziura Jr/AEN





