Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta instabilidade crescente e novos desafios econômicos e ambientais

Relatório do Fórum Econômico Mundial destaca os conflitos geoeconômicos como maior risco global para os próximos anos.
Panorama dos conflitos geoeconômicos e seu impacto global
Os conflitos geoeconômicos despontam como o maior risco global para os próximos anos, segundo relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em 13 de janeiro de 2026. Mais de 1.300 líderes e especialistas globais indicam que o período imediato e o curto prazo serão marcados por instabilidades políticas e econômicas, refletindo uma “nova ordem competitiva” entre as grandes potências. Børge Brende, presidente e CEO do Fórum, enfatiza que essa transformação exige abordagens colaborativas para mitigar os riscos.
Análise dos principais riscos globais para os próximos dois anos
O relatório mapeia os riscos em horizontes temporais distintos, destacando que os conflitos geoeconômicos, junto à desinformação, polarização social e eventos climáticos extremos, figuram entre as maiores ameaças de curto prazo. A instabilidade prevista por 40% dos entrevistados pode comprometer cadeias de suprimentos e o crescimento econômico global. A instrumentalização econômica como ferramenta de conflito evidencia uma complexidade crescente nas relações internacionais e nos mercados.
Os efeitos da nova ordem multipolar na cooperação internacional
Com 68% dos especialistas antecipando uma ordem multipolar ou fragmentada na próxima década, a cooperação entre países torna-se mais desafiadora. A fragmentação política e econômica dificulta respostas conjuntas a choques globais, aumentando a vulnerabilidade a crises. A pesquisa ressalta que o espírito de diálogo permanece essencial para enfrentar os desafios emergentes, apesar das tensões entre potências como Estados Unidos, Europa e países do Oriente Médio.
Riscos de longo prazo: avanços tecnológicos e crises ambientais
Além das crises imediatas, o relatório projeta que, nos próximos dez anos, os desafios ambientais e tecnológicos dominarão a pauta global. Eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e colapsos nos sistemas naturais são os maiores temores ambientais. Simultaneamente, o avanço da inteligência artificial eleva preocupações sobre impactos sociais e econômicos, passando da 30ª posição para 5ª em relevância. A adaptação a essas transformações será crucial para a estabilidade futura.
Perspectivas para a cúpula de Davos e o papel da liderança global
A reunião anual em Davos, Suíça, é vista como um fórum decisivo para debater as estratégias de enfrentamento desses riscos complexos. Líderes do setor público e privado enfrentam a tarefa de construir um consenso capaz de promover estabilidade e crescimento sustentável. O relatório reforça a responsabilidade compartilhada na formulação de políticas que possam mitigar os riscos geoeconômicos e ambientais, promovendo uma recuperação econômica resiliente e inclusiva.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reuters





