paralisação de ônibus em Curitiba afeta milhares de usuários

Funcionários da Viação Mercês suspendem atividades por atraso salarial e causam transtornos no transporte coletivo

paralisação de ônibus em Curitiba afeta milhares de usuários
Usuários do transporte coletivo enfrentam transtornos após paralisação por atraso salarial em Curitiba Foto: Kainan Lucas/Ric RECORD

Paralisação de ônibus em Curitiba devido a atrasos salariais prejudica usuários do Terminal de Santa Felicidade e regiões Oeste da cidade.

Impactos da paralisação de ônibus em Curitiba na manhã desta quarta-feira (14)

A paralisação de ônibus em Curitiba nesta quarta-feira (14) afeta diretamente milhares de usuários do sistema coletivo, especialmente nas linhas operadas pela Viação Mercês na região Oeste da cidade e no Terminal de Santa Felicidade. A suspensão das atividades foi motivada pela inadimplência no pagamento de salários aos funcionários, gerando transtornos significativos no deslocamento diário dos moradores.

Histórico e motivos da paralisação dos funcionários da Viação Mercês

Desde novembro do ano anterior, os trabalhadores da Viação Mercês enfrentam atrasos e pagamentos parcelados de seus salários. Conforme esclarecido pelo presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), Ricardo Sales, a categoria buscou negociações prolongadas junto à empresa, à URBS e ao consórcio responsável, porém não obteve resposta satisfatória. A situação culminou na decisão de paralisar as operações até que os pagamentos pendentes sejam quitados integralmente.

Consequências para os usuários e atuação da URBS

A Urbanização de Curitiba (URBS) informou que as linhas mais afetadas são as da região Oeste e as que atendem o Terminal de Santa Felicidade. Para minimizar os impactos da paralisação, a URBS está mobilizando outras operadoras do sistema para realizar a reposição dos serviços interrompidos. Apesar dessas medidas, a expectativa é de que as dificuldades persistam enquanto a situação salarial não for regularizada, aumentando o desconforto da população que depende do transporte coletivo diariamente.

Situação financeira dos trabalhadores e negociações pendentes

Segundo Ricardo Sales, parte significativa dos valores devidos aos trabalhadores ainda está em aberto, estimada entre 30% e 40%. O pagamento do 13º salário, por exemplo, só foi efetuado após ação conjunta do sindicato com a Delegacia Regional do Trabalho, demonstrando a fragilidade da situação trabalhista. A inadimplência prolongada gera insegurança e pressão sobre os funcionários, que optaram pela paralisação como medida de pressão para a resolução do problema.

Perspectivas e desdobramentos futuros da paralisação em Curitiba

Até o momento desta análise, não há previsão oficial para a regularização total dos pagamentos nem para o retorno integral das operações da Viação Mercês. A continuidade da paralisação pode refletir em maiores transtornos urbanos, além de influenciar negociações futuras entre empresas de transporte e trabalhadores. A situação destaca a necessidade de mecanismos mais eficazes para garantir a pontualidade dos pagamentos e a sustentabilidade do sistema de transporte público na capital paranaense.

Fonte: ric.com.br

Fonte: Kainan Lucas/Ric RECORD