Resolução do CFM sobre transições segue parâmetros do SUS, diz Saúde

Ministério da Saúde afirma que normas estão alinhadas com diretrizes do SUS.

Resolução do CFM sobre transições segue parâmetros do SUS, diz Saúde
Bandeira do orgulho trans. Foto: A resolução do CFM veta o bloqueio hormonal para menores de 18 anos e aumenta de 18 para 21 anos a idade mínima para terapia hormonal cruzada e cirurgias com efeito esterilizador.

Ministério da Saúde diz que resolução do CFM está em conformidade com o SUS e não traz prejuízos.

Resolução do CFM sobre transições segue parâmetros do SUS

O Ministério da Saúde se pronunciou a respeito da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que impõe restrições às terapias para transição de gênero. Segundo o ministério, a norma, que foi publicada em abril, não traz prejuízos para os serviços de saúde. Em um ofício encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a pasta afirmou que a nova regulamentação está em conformidade com os objetivos e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O que diz a resolução do CFM

A resolução em questão proíbe o bloqueio hormonal para menores de 18 anos e aumenta a idade mínima para a realização de terapias hormonais cruzadas e cirurgias com efeito esterilizador de 18 para 21 anos. Este novo posicionamento foi uma resposta a preocupações sobre a saúde e bem-estar dos jovens que buscam esses tratamentos. A manifestação do ministério foi feita em resposta a uma ação judicial apresentada pela Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e pelo Ibrat (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades).

Reação do Ministério da Saúde

A advogada da União, Renata Telles Severo Flores, ressaltou que o ministério tem realizado estudos técnicos baseados em evidências científicas para garantir que as medidas adotadas estejam alinhadas com as melhores práticas internacionais. Ela destacou que o processo transexualizador no SUS já é regulamentado desde 2017, e que a portaria relacionada estabelece que a idade mínima para o tratamento hormonal é de 18 anos, enquanto a cirurgia deve ser realizada a partir dos 21 anos.

Aline de Oliveira Costa, diretora do Departamento de Atenção Hospitalar Domiciliar e de Urgência, também comentou sobre o assunto, afirmando que não foram identificados prejuízos em decorrência da nova resolução. Ela destacou que a idade mínima estabelecida para a hormonioterapia e para procedimentos cirúrgicos está em linha com as diretrizes já existentes no SUS.

Implicações para a comunidade trans

A nova resolução e a resposta do Ministério da Saúde levantam discussões sobre os direitos e a saúde da população trans. Especialistas afirmam que é crucial garantir acesso a tratamentos que respeitem a identidade de gênero, ao mesmo tempo em que se consideram as implicações éticas e de saúde envolvidos. A manifestação do ministério sugere um compromisso em manter a segurança e a saúde da população, mas também levanta questões sobre a adequação das restrições impostas.

O que vem a seguir

A partir deste momento, será fundamental observar como as novas regras impactarão o acesso aos tratamentos de saúde para a população trans e quais medidas podem ser implementadas para garantir que a saúde e os direitos dessa comunidade sejam respeitados. O ministério continuará monitorando a situação e realizando estudos para avaliar os efeitos da resolução do CFM na prática.

A discussão em torno da saúde da população trans continua a ser um tema relevante, e acompanhar as decisões futuras e suas repercussões será essencial para entender como o sistema de saúde brasileiro se adaptará a essas demandas.

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