Toffoli determina perícia da PF para dados do banco master na PGR

Ministro do STF nomeia peritos federais para acompanhar extração de dados apreendidos na investigação do Banco Master, sob custódia da PGR

Toffoli determina perícia da PF para dados do banco master na PGR
Ministro Dias Toffoli em audiência do STF. Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Indicação de peritos da Polícia Federal para a perícia do Banco Master

No dia 15 de janeiro de 2026, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a indicação de peritos da Polícia Federal para acompanhar a extração de dados e a realização da perícia dos materiais apreendidos na investigação do Banco Master, atualmente sob custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre os peritos nomeados estão Luis Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti. Toffoli ressaltou que os profissionais terão livre acesso aos materiais e deverão contar com apoio da PGR.

Contexto da decisão e controvérsias sobre a custódia do material

A decisão de Toffoli ocorre após uma mudança de entendimento em relação à custódia dos aparelhos apreendidos na segunda fase da operação contra fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Inicialmente, o ministro havia determinado que os telefones, computadores e outros dispositivos ficassem lacrados na sede do STF, mas posteriormente ordenou que o material fosse transferido para a PGR, justificando a necessidade de extração e análise detalhada. A medida gerou debate sobre a segurança e preservação das provas, já que a custódia e análise do material envolvem riscos técnicos e operacionais que podem comprometer vestígios relevantes.

Preocupações da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifestou preocupação quanto à decisão de manter os materiais sob custódia da PGR e não realizar a perícia nas unidades oficiais da Polícia Federal. A entidade alertou que a postergação do envio ou a realização dos exames fora das unidades especializadas pode ocasionar perda irreparável de evidências importantes para o processo penal. A APCF reforçou que a perícia criminal é competência exclusiva de profissionais específicos, destacando a qualificação técnica, científica e estrutural das unidades do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para análise de dispositivos eletrônicos e mídias digitais.

Medidas judiciais adicionais no curso da investigação do Banco Master

Além da determinação sobre a perícia, o ministro Dias Toffoli autorizou buscas e apreensões em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, incluindo a prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, seu cunhado. A operação também atingiu empresários como Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos. O pedido de prisão e novas diligências justificou-se pela evidência de novos ilícitos e pela necessidade de aprofundar as investigações.

Impactos e consequências financeiras das medidas judiciais

A Polícia Federal executou bloqueios e sequestros de bens que ultrapassam R$ 5,7 bilhões relacionados à investigação, incluindo apreensão de veículos importados de alto valor, como BMW e Land Rover, além de armas e relógios. Toffoli também expediu carta de ordem para efetivação do sequestro e bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas envolvidas. Essas ações refletem a complexidade do caso e a estratégia judicial para garantir a eficácia do processo de investigação e eventual responsabilização criminal.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES