Trump afasta 36 funcionários de agência de emergência após críticas

Funcionários expressaram preocupações sobre a falta de experiência de indicados pelo governo.

Trump afasta 36 funcionários de agência de emergência após críticas
Funcionários da Fema foram afastados após críticas à gestão. Foto: Governo Trump colocou os funcionários em licença administrativa.

Afastamento de funcionários da Fema gera polêmica

O recente afastamento de 36 funcionários da Fema (Agência Federal de Gerenciamento de Emergências) pelo governo de Donald Trump levantou questões sobre a capacidade da agência em lidar com desastres naturais. Os trabalhadores foram afastados após enviarem uma carta ao Congresso expressando suas preocupações sobre a falta de experiência dos indicados por Trump, mencionando que essa situação poderia resultar em falhas semelhantes às observadas durante o furacão Katrina, que causou mais de 1.800 mortes em 2005.

Contexto do caso e a carta de advertência

A carta, que foi enviada em 25 de agosto de 2025, foi assinada por 36 funcionários da Fema. Apesar de não ser claro quantos ainda estavam na agência quando a notícia se tornou pública, a comunicação alertava sobre a inexperiência dos novos líderes, como a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e o diretor interino da Fema, David Richardson. Funcionários alegaram que essas nomeações poderiam comprometer a capacidade da Fema em responder a emergências, como furacões.

Virginia Case, uma das funcionárias da agência, comentou à CNN sobre seu afastamento, afirmando que, embora estivesse desapontada, não se surpreendeu com a decisão. Ela ressaltou a importância da transparência e da responsabilidade da Fema com a população.

O que a carta propõe para a Fema

Entre as demandas expressas na carta, destacam-se a transformação da Fema em um órgão independente, com status de gabinete ministerial, e a proteção dos funcionários contra demissões por motivos políticos. Os signatários argumentam que essas mudanças são necessárias para evitar que a agência enfrente outra catástrofe nacional, como ocorreu anteriormente. Como resultado do afastamento, os funcionários não estão autorizados a realizar atividades relacionadas à agência e devem utilizar e-mails pessoais para comunicação.

Reações do governo e impactos no setor

Após o afastamento, um porta-voz da Fema defendeu a necessidade de reformas na agência, apontando que a prioridade deve ser com os sobreviventes das catástrofes, e não com a defesa de uma burocracia ineficaz. Ele afirmou que a resistência à mudança é comum entre aqueles que se beneficiam do status quo. Além disso, a carta revela que aproximadamente 2.000 funcionários deixaram a Fema no ano de 2025, o que representa cerca de um terço da força de trabalho da agência, devido a demissões, aposentadorias e programas de desligamento voluntário.

Desafios e a temporada de furacões

O documento foi remetido em um momento crítico, próximo ao 20º aniversário do furacão Katrina e durante a temporada de furacões nos Estados Unidos. A administração Trump já havia sinalizado sua intenção de diminuir o tamanho e as atribuições da Fema, transferindo mais responsabilidades para os estados em relação à gestão de desastres. O impacto desse afastamento e das medidas orçamentárias, como um corte de US$ 1 bilhão em subsídios para programas de emergência, ainda precisa ser avaliado, mas especialistas alertam que isso pode comprometer a resposta a futuras crises. O cenário se torna ainda mais preocupante com a proximidade da temporada de furacões, que requer uma gestão eficaz para garantir a segurança das comunidades afetadas.

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