Torção gástrica causa morte de cadela dos bombeiros durante operação

Iara, cadela do Corpo de Bombeiros do Ceará, faleceu a caminho de missão no Maranhão; entenda os riscos da torção gástrica em cães

Torção gástrica causa morte de cadela dos bombeiros durante operação
Cadela Iara do Corpo de Bombeiros do Ceará, vítima de torção gástrica. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros do Ceará

Cadela do Corpo de Bombeiros do Ceará morre por torção gástrica durante deslocamento para operação de busca no Maranhão.

O impacto da torção gástrica na cadela Iara durante missão no Maranhão

A torção gástrica foi a causa da morte da cadela Iara, integrante do Corpo de Bombeiros do Ceará, nesta quinta-feira (15), enquanto se deslocava para participar de uma operação de busca no Maranhão. Iara, que quase completaria cinco anos, apresentava sintomas da condição nas proximidades do destino, e apesar do esforço do sargento João, seu condutor, não resistiu. A keyphrase “torção gástrica” está no cerne deste triste episódio, que mostra a gravidade dessa emergência médica em cães, especialmente durante missões de resgate.

Entendendo a torção gástrica: causas e riscos para cães

A torção gástrica ocorre quando o estômago do animal se dilata abruptamente por gases, líquidos ou alimentos e gira sobre seu próprio eixo, causando obstrução da entrada e saída do órgão e compressão dos vasos sanguíneos. Este quadro interrompe o fluxo sanguíneo para órgãos vitais, podendo levar a choque hipovolêmico, necrose e morte rápida. O veterinário Pedro Risolia destaca que essa condição pode acometer cães e, embora raramente, gatos também. Fatores como o rolamento do animal no chão por dor são comuns desencadeadores da torção.

Sintomas e condutas imediatas para donos de animais

Os sinais evidentes da torção gástrica incluem ânsia de vômito sem expulsão, salivação excessiva, abdômen inchado e rígido, inquietude, dor evidente e dificuldade respiratória. É crucial que os responsáveis evitem medicar ou massagear o animal em casa, buscando imediatamente atendimento veterinário de urgência. A intervenção precoce pode ser decisiva para a sobrevivência, com possibilidade de descompressão e cirurgia para reposicionar o estômago.

Raças e condições predisponentes para torção gástrica

Cães de grande porte com tórax profundo, como dogue alemão, são Bernardo, pastor alemão, labrador, setter e rottweiler, apresentam maior risco para a torção gástrica. Animais com corpo barril, como buldogues, também são suscetíveis. A idade avançada agrava o quadro devido à frouxidão dos ligamentos que sustentam o estômago. Assim, o conhecimento das características físicas e histórico do pet é fundamental para a prevenção.

Tratamento e prevenção eficaz da torção gástrica

O tratamento da torção gástrica é emergencial e pode incluir estabilização com fluidoterapia, descompressão do estômago e cirurgia para corrigir a posição do órgão, remover tecidos necrosados e fixar o estômago para evitar reincidências (gastropexia). Para prevenção, recomenda-se fracionar as refeições, evitar exercícios vigorosos após alimentação e utilizar comedouros que retardem o consumo. A gastropexia preventiva é uma opção cirúrgica para cães com predisposição, aumentando a segurança dos animais.

Considerações sobre a ocorrência em gatos e cuidados gerais

Embora seja mais rara, a torção gástrica pode ocorrer em gatos e os cuidados preventivos são similares aos indicados para cães. A atenção rápida ao surgimento dos sintomas e a busca por atendimento veterinário são essenciais para salvar a vida dos pets. Casos como o de Iara ilustram a importância da conscientização sobre essa condição entre tutores e profissionais envolvidos no cuidado animal.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Divulgação/Corpo de Bombeiros do Ceará