Medidas de segurança são anunciadas após ataques em Kiev.

A UE anuncia reforço nas fronteiras em resposta a ataques na Ucrânia.
Ações da UE em resposta aos ataques na Ucrânia
Na última quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a União Europeia pretende implementar um reforço nas fronteiras com a Rússia. Essa decisão surge em resposta aos recentes ataques a Kiev, que deixaram um saldo trágico de 14 mortos, incluindo três crianças, e 38 feridos. Os bombardeios, que ocorreram na noite de quarta-feira e na madrugada de quinta-feira, causaram danos significativos em vários distritos da capital ucraniana, incluindo o local onde está situada a delegação da UE.
Motivos para o endurecimento das medidas
“Este é mais um lembrete sombrio do que está em jogo”, disse von der Leyen, ressaltando que o Kremlin não hesitará em atacar civis e ameaçar a segurança da UE. A presidente da Comissão Europeia afirmou que, para aumentar a pressão sobre a Rússia, estão sendo preparados novos pacotes de sanções, o 19º neste contexto.
Von der Leyen também mencionou que a Comissão Europeia está focada na gestão dos ativos russos que foram congelados, com o objetivo de auxiliar na defesa e reconstrução da Ucrânia. “Estamos garantindo um forte e inabalável apoio à Ucrânia, nosso vizinho, parceiro, amigo e futuro membro”, afirmou.
Contato com Estados-membros fronteiriços
Para garantir a segurança nas fronteiras, von der Leyen comunicou que entrará em contato com os Estados-membros que compartilham fronteira com a Rússia e Belarus. Essa ação é crucial para fortalecer a proteção e a cooperação entre os países da UE que estão mais próximos do conflito.
“Estamos mantendo a máxima pressão sobre a Rússia. Isso significa endurecer ainda mais o nosso regime de sanções.”
Contexto dos recentes ataques a Kiev
Os ataques a Kiev foram marcados por um intenso alerta aéreo que durou mais de nove horas, com nuvens de fumaça cobrindo a cidade à medida que drones sobrevoavam a região. A Força Aérea Ucraniana conseguiu interceptar a maioria dos drones e mísseis lançados pela Rússia, derrubando 563 dos 598 drones e 26 dos 31 mísseis. Esses números ilustram a gravidade da situação e a necessidade urgente de medidas de segurança reforçadas na região.
A resposta da UE se alinha com uma estratégia mais ampla de contenção e defesa, à medida que o continente europeu enfrenta uma das crises de segurança mais desafiadoras desde a Guerra Fria. O fortalecimento das fronteiras é um passo importante para garantir a integridade e a segurança dos Estados membros da União Europeia e, especialmente, dos que fazem fronteira com a Rússia.