Músicos formados em Brasília transformam trajetórias pessoais em carreiras globais e inspiram nova geração

Musicalidade e superação unem brasilienses que, formados na Escola de Música de Brasília, hoje brilham no exterior e estimulam novos talentos.
A trajetória dos brasilienses na música demonstra que a paixão aliada à determinação pode abrir caminhos além-fronteiras. Um exemplo claro é o músico Ravi Shankar Domingues, que aos 42 anos construiu carreira internacional e atua na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Desde a infância humilde em Santo Antônio do Descoberto (GO), ele conciliava escola, coral e forró, até ser apresentado ao oboé na Escola de Música de Brasília. Mesmo diante de obstáculos financeiros e a distância diária de mais de 40 quilômetros, Ravi persistiu e transformou sua vida por meio da música.
A escola de música como ponto de partida
A Escola de Música de Brasília não é apenas um espaço de aprendizado técnico, mas um local de acolhida e formação integral. Para Ravi, a escola ensinou além do instrumento, oferecendo prática orquestral e suporte emocional em momentos difíceis, como a perda dos pais ainda na infância. Esse ambiente formativo também é ressaltado pelo diretor Davson de Souza, que destaca a importância de trazer ex-alunos de destaque internacional para o curso internacional de verão, promovendo aulas que misturam música e experiência de vida.
Músicos que levam Brasília ao mundo
Além de Ravi, outros brasilienses que iniciaram sua formação na escola hoje atuam em importantes centros musicais globais. Lucas Borges, trombonista e docente na Universidade de Ohio (EUA), começou tocando em banda marcial e foi inspirado pelas sonoridades da música clássica brasileira. Já José Milton Vieira, premiado trombonista, integra a Orquestra Filarmônica de Melbourne, na Austrália, e mantém forte ligação com suas raízes musicais no Guará.
Jovens talentos e a expansão do repertório
A nova geração também ganha espaço com músicos como Ian Coury, violonista que estudou em Berklee, Boston, e Matheus Donato, cavaquinista que atua profissionalmente em Paris. Matheus destaca a importância de experimentar e expandir o repertório do cavaquinho na Europa, enfrentando olhares desconhecedores, mas encontrando um terreno fértil para a inovação musical.
A música como profissão e compromisso social
Na UFPB, Ravi criou a Associação Brasileira de Oboé e Fagote e a Rede Brasileira de Saúde do Artista, que discutem as condições de trabalho e a visão da música como profissão legítima. Este movimento reforça a importância de reconhecer o valor social e econômico da atividade musical, além do aspecto artístico.
Inspiração para novas gerações
A presença desses músicos no curso de verão da escola de música reforça a ideia de que o talento e a dedicação podem transformar vidas, superando barreiras sociais e econômicas. Eles representam a capacidade de Brasília em formar artistas que não apenas brilham no Brasil, mas também conquistam reconhecimento internacional, inspirando jovens a seguirem seus sonhos com disciplina e paixão.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
Fonte: Joédson Alves/Agência Brasil





