Daiane Simão buscava proteção na Polícia Militar quando foi morta pelo ex-companheiro em Balneário Piçarras

Daiane Simão, mãe de quatro filhos, foi assassinada em frente à base da Polícia Militar em Balneário Piçarras enquanto tentava pedir ajuda contra o ex-companheiro.
A violência contra a mulher voltou a chocar Santa Catarina na manhã do dia 17 de janeiro de 2026, quando Daiane Simão da Costa, de 33 anos e mãe de quatro filhos, foi assassinada em frente à base da Polícia Militar em Balneário Piçarras, no litoral norte do estado. O crime ocorreu exatamente quando Daiane buscava proteção policial após perceber que estava sendo perseguida pelo ex-companheiro.
Entenda o caso
Na manhã do sábado, por volta das 6h, Daiane saiu de casa em seu carro rumo ao trabalho na Unidade de Pronto Atendimento de Piçarras. Durante o trajeto, ela notou que o ex-marido a seguia em uma motocicleta. Ciente da grave ameaça que representava, e já possuindo uma medida protetiva de urgência contra ele, Daiane decidiu dirigir-se à base da Polícia Militar para solicitar ajuda.
Porém, ao estacionar o veículo em frente ao pelotão, a mulher foi surpreendida por diversos disparos efetuados pelo ex-companheiro. Ele cometeu o feminicídio no local e, em seguida, tirou a própria vida. Policiais que ouviram os tiros encontraram ambos os corpos no estacionamento. Toda a ação foi capturada por câmeras de segurança.
Histórico de violência e falhas no sistema
O ex-companheiro já tinha antecedentes de violência contra Daiane, incluindo registros de ameaça. Ele havia estado preso, mas foi liberado do sistema prisional apenas quatro dias antes do crime. A medida protetiva, que deveria garantir a segurança da vítima, não foi suficiente para evitar a tragédia.
Este episódio evidencia as lacunas existentes no sistema de proteção às mulheres vítimas de violência. Apesar das ações judiciais e das forças policiais, casos como este seguem ocorrendo, mostrando a necessidade urgente de reforço nas políticas públicas e na rede de atendimento.
Reação da comunidade e autoridades
A morte de Daiane Simão provocou grande comoção em Balneário Piçarras e em todo o estado. A Prefeitura local manifestou profundo pesar e reafirmou o compromisso com a proteção das mulheres e o enfrentamento da violência de gênero:
“Daiane foi vítima de feminicídio cometido por seu ex-companheiro, que já possuía histórico de violência, registros de ameaça e medida protetiva vigente. Sua morte causa imensa dor, tristeza e indignação. A Administração Municipal manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, e reafirma seu compromisso com a proteção das mulheres, o fortalecimento da rede de atendimento e o enfrentamento permanente a todas as formas de violência.”
A violência contra a mulher em foco
Infelizmente, o caso de Daiane não é isolado. A violência contra a mulher permanece uma grave crise social no Brasil, com milhares de casos registrados anualmente. A combinação de desrespeito à lei, dificuldade de efetivar medidas protetivas e falhas na prevenção reforça a vulnerabilidade das vítimas.
Este episódio reforça a necessidade de ações integradas entre órgãos públicos, forças de segurança, assistência social e conscientização da sociedade para combater o feminicídio e proteger as mulheres em situação de risco.
A morte de Daiane Simão simboliza a urgência de se romper o ciclo da violência e garantir que vítimas de perseguição e ameaças possam realmente encontrar refúgio e proteção.
Câmeras de segurança e investigação
As imagens obtidas pelas câmeras de segurança no local registraram toda a ação e serão fundamentais para a investigação. A Polícia Militar e demais órgãos competentes já iniciaram os procedimentos para apurar os detalhes do crime, buscando entender os eventuais fatores que impediram a prevenção do feminicídio.
Impactos e solidariedade
Daiane era colaboradora da equipe de limpeza da Unidade de Pronto Atendimento de Piçarras, onde exercia suas funções com dedicação. A perda prematura da auxiliar de limpeza entristeceu colegas, familiares e toda a comunidade.
O caso serve como um lembrete doloroso da importância de fortalecer as redes de proteção, garantir o cumprimento rigoroso das medidas judiciais e fomentar políticas eficazes contra a violência de gênero no país.
Fonte: ric.com.br
Fonte: Reprodução/ Redes Sociais





