Estados Unidos organizam grupo internacional para gerenciar transição e reconstrução na Faixa de Gaza

Presidentes Lula, Milei e Erdogan foram convidados por Trump para o Conselho da Paz que visa reconstruir Gaza e garantir segurança na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou o escopo internacional ao convidar líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, Javier Milei e Recep Tayyip Erdogan para integrar o recém-criado “Conselho da Paz” destinado à Faixa de Gaza. A entidade tem como missão conduzir a transição política, garantir a segurança e promover a reconstrução da região afetada.
Contexto e objetivos do Conselho da Paz
A iniciativa foi formalizada através de cartas enviadas às respectivas embaixadas, incluindo o convite ao Brasil encaminhado à sua embaixada nos EUA em 16 de janeiro de 2026. Até o momento, o governo brasileiro não respondeu oficialmente.
O Conselho da Paz surge num momento delicado do conflito palestino-israelense, especialmente após a primeira fase do plano de 20 pontos apresentado por Trump, que concentrou esforços em auxílio humanitário recorde para Gaza. Agora, a iniciativa avança para a chamada “Fase Dois”, cuja ênfase é a desmilitarização e a implementação de uma governança tecnocrática na Faixa de Gaza.
Participação dos líderes convidados
O presidente argentino Javier Milei já confirmou participação e celebrou a inclusão da Argentina como membro fundador do grupo. Além dos líderes sul-americanos, também foram convidados o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi e o primeiro-ministro canadense Mark Carney, reforçando o caráter multilateral da proposta.
Estrutura de governança para Gaza
O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, explicou que será instituído o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), que terá um papel transitório na administração do território enquanto o processo de reconstrução e desmilitarização avança.
Donald Trump enfatizou que o Conselho da Paz, sob sua presidência, apoiará a instalação de um governo tecnocrático palestino, assegurando acordos abrangentes para a desmilitarização, com o apoio de países como Egito, Turquia e Catar. Um dos objetivos centrais é o desmantelamento das infraestruturas militares do Hamas, incluindo a entrega de armas e o fechamento dos túneis utilizados para operações militares.
Desafios e perspectivas
A criação desse conselho representa uma tentativa dos Estados Unidos de liderar um processo que integra múltiplos atores internacionais para estabilizar a região. A complexidade do conflito, aliada às tensões políticas locais e regionais, colocam desafios significativos para a implementação dos objetivos do conselho.
A resposta dos países convidados, especialmente do Brasil, será um indicativo importante sobre o rumo e a legitimidade do órgão na condução de um processo tão delicado quanto a reconstrução e pacificação de Gaza.
Esta iniciativa poderá redefinir alianças e influências na política internacional do Oriente Médio, colocando os líderes convidados numa posição de destaque na busca por soluções para o conflito.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Andrew Harnik/Getty Images





