Negociação histórica prevê economia tarifária de até US$ 250 milhões para setor brasileiro

O acordo Mercosul UE pode gerar uma economia tarifária de até US$ 250 milhões para o suco de laranja brasileiro, impulsionando exportações e competitividade.
O acordo Mercosul UE, recentemente assinado, representa um marco importante para o setor agrícola brasileiro, com destaque para o suco de laranja. A negociação prevê uma economia tarifária de até US$ 250 milhões para este produto, de acordo com estimativas da CitrusBR, entidade que reúne os principais exportadores do Brasil.
Entenda o impacto do acordo Mercosul UE
O tratado de livre comércio firmado entre os blocos antecipa a eliminação de tarifas de importação para 77% dos produtos agropecuários enviados do Mercosul para a União Europeia. Entre os itens beneficiados estão o suco de laranja, queijos, bebidas e embutidos, ampliando as oportunidades de exportação e reduzindo custos para os produtores brasileiros.
Essa medida é vista como uma “conquista histórica” pelos países do Mercosul, segundo comunicado conjunto divulgado pelo Ministério da Agricultura. A redução gradual das tarifas permitirá uma maior competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu, tradicionalmente exigente e de alta concorrência.
Repercussão no setor de suco de laranja
Para a indústria do suco de laranja, a expectativa é de alavancar as vendas externas e melhorar a margem dos exportadores. A CitrusBR estima que a economia tarifária poderá alcançar US$ 250 milhões, um valor significativo que deverá estimular investimentos e a ampliação da produção.
Mesmo com a previsão do USDA de uma safra de 12 milhões de caixas, representando uma queda de 2% em relação ao ciclo anterior, os prejuízos nas lavouras devem ser menos severos do que inicialmente previstos. A melhora no acesso ao mercado europeu pode compensar essas perdas, gerando um cenário mais favorável para o setor.
Aspectos políticos e cerimônia de assinatura
A cerimônia que formalizou o acordo contou com discursos de sete representantes dos blocos envolvidos, reforçando o compromisso com a integração e o comércio justo. Contudo, o presidente Lula não participou do evento, sendo representado pelo chanceler Mauro Vieira.
A ausência do chefe de Estado não diminuiu o simbolismo do acordo, que é considerado um avanço estratégico para a economia brasileira e para a inserção competitiva do Mercosul no mercado global.
Desafios logísticos e infraestrutura
Apesar dos avanços na negociação comercial, especialistas apontam que investir em infraestrutura é essencial para garantir que a produção agrícola chegue aos consumidores de forma eficiente. Melhorias em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos são prioridades contínuas para o escoamento da safra e redução de custos internos.
O fortalecimento da logística é visto como componente chave para potencializar os benefícios do acordo, assegurando que a redução de tarifas se traduza efetivamente em ganhos para os produtores e exportadores brasileiros.
Fonte: globorural.globo.com
Fonte: Globo Rural





