China pede cessar-fogo em Gaza e critica ofensiva israelense

Na ONU, diplomata chinês pediu cessar-fogo em Gaza e alertou para crise humanitária

China pede cessar-fogo em Gaza e critica ofensiva israelense
Geng Shuang, vice-representante permanente da China na ONU, durante reunião do Conselho de Segurança — Foto: Geng Shuang, vice-representante na ONU, pediu para que Israel pare operações em Gaza

Na ONU, representante chinês pediu cessar-fogo em Gaza, citou insegurança alimentar e criticou expansão de assentamentos na Cisjordânia.

O vice-representante permanente da China na ONU instou a comunidade internacional a pressionar por um cessar‑fogo imediato: China pede cessar-fogo em Gaza, disse o diplomata em sessão do Conselho de Segurança. A fala destacou uma situação humanitária aguda e a necessidade de desbloquear ajuda a civis.

Antecedentes do conflito entre Israel e grupos palestinos

O pedido foi feito depois de quase dois anos de confrontos intermitentes e operações militares na Faixa de Gaza. Autoridades chinesas classificaram o quadro como uma emergência humanitária ampliada, citando relatórios de organismos internacionais que apontam aumento de mortos civis, deslocamento e deterioração das condições básicas. Em termos práticos, “cessar-fogo” refere-se à suspensão das operações militares e à criação de corredores humanitários seguros.

Declaração na ONU: China pede cessar‑fogo em Gaza

Na reunião, o representante chinês citou dados segundo os quais cerca de metade da população de Gaza enfrenta insegurança alimentar em níveis críticos. Ele acusou impedimentos políticos e barreiras logísticas por parte de atores envolvidos que, na visão chinesa, têm dificultado a entrada de suprimentos essenciais. Além disso, vinculou a continuação das operações a mais vítimas civis e ao aumento do deslocamento interno.

  • O diplomata pediu que o Conselho de Segurança atue para firmar um cessar‑fogo; efeito imediato seria a redução de ataques e maior margem para ajuda humanitária.
  • Foi sublinhada a necessidade de garantir acesso rápido e seguro para assistência; isso afetaria diretamente moradores de áreas urbanas densas.
  • Houve crítica à aprovação de planos de expansão de assentamentos na Cisjordânia, apontada como agravante do conflito regional.

“Falta de vontade política”

Impactos humanitários e expansão de assentamentos na Cisjordânia

Os representantes chineses relacionaram a crise em Gaza com decisões de planejamento de assentamentos na Cisjordânia, argumentando que a expansão tende a aprofundar tensões e provocar novos deslocamentos. Segundo declarações, a combinação de operações militares intensas e crescimento de assentamentos eleva o risco de ampliação do conflito além de Gaza.

Especialistas e fontes do setor consultadas mencionam que a insegurança alimentar tem origem em restrições ao fluxo de alimentos, combustível e medicamentos, além da destruição de infraestrutura. Se as entregas permanecerem limitadas, o efeito será imediato sobre hospitais, abrigos e redes de distribuição — grupos vulneráveis serão os primeiros a sofrer.

O que acompanhar a partir de agora sobre Gaza e ONU

As próximas movimentações no Conselho de Segurança e em fóruns regionais serão determinantes para definir se o apelo chinês obterá respaldo formal. Entre os sinais a observar estão propostas de resoluções, pedidos de mediação e iniciativas para criar corredores humanitários com garantias de segurança. A resposta diplomática de outros membros do Conselho, bem como a disponibilidade de organizações humanitárias para entrar em áreas críticas, servirá de termômetro para a capacidade de mitigação da crise.

As declarações da China reforçam apelos por maior coordenação internacional e por medidas que priorizem a proteção de civis. Analistas ouvidos por fontes do setor comentam que, sem avanços políticos que promovam cessar‑fogo local e garantam acesso a ajuda, a intervenção humanitária permanecerá limitada. Monitorar votações, comunicados de órgãos multilaterais e movimentos nas principais capitais é essencial para entender os desdobramentos.

O pedido chinês traz à tona elementos que circulam nos debates internacionais: a combinação entre ação militar, impacto sobre civis e políticas territoriais que podem ampliar a crise. O que ocorrer nos próximos dias no Conselho de Segurança e na arena diplomática regional indicará se haverá espaço para uma trégua duradoura ou se o conflito seguirá com nova escalada, afetando milhões de civis já em situação de vulnerabilidade.

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