Trump critica Dinamarca por falha em conter ameaça russa na Groenlândia

Presidente dos EUA reforça interesse estratégico na Groenlândia e reage à presença militar europeia no Ártico

Trump afirma que Dinamarca falhou em afastar ameaça russa da Groenlândia e defende controle dos EUA sobre o território estratégico no Ártico.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a Dinamarca por não conseguir afastar a ameaça russa da Groenlândia, reforçando seu interesse estratégico no território autônomo sob soberania dinamarquesa. Em postagem na rede social Truth Social na madrugada de 19 de janeiro de 2026, Trump afirmou que a Otan vinha instruindo a Dinamarca há 20 anos sobre a necessidade de conter a influência russa, mas que o país não tomou as medidas necessárias.

Contexto geopolítico da Groenlândia

A Groenlândia, localizada no Ártico, tem ganhado destaque estratégico devido à sua posição geográfica e recursos naturais. A região é alvo de uma disputa geopolítica envolvendo potências ocidentais e a Rússia, que busca ampliar sua influência no Ártico. O interesse dos EUA na anexação da Groenlândia é motivado pela necessidade de garantir a segurança e o controle das rotas árticas e dos recursos minerais.

Presença militar europeia e reação dos EUA

Na semana anterior, países europeus como França, Alemanha e Reino Unido enviaram contingentes militares para a Groenlândia a pedido da Dinamarca, objetivando reforçar a segurança na região. Em reação, os EUA anunciaram a imposição de tarifas de 10% sobre produtos de oito países da Otan envolvidos na operação, com possibilidade de aumento para 25% a partir de junho de 2026. O governo norte-americano justificou as tarifas como resposta direta à movimentação europeia e reafirmou a Groenlândia como área estratégica prioritária para os EUA.

Tensões comerciais entre EUA e União Europeia

A resposta americana tem provocado tensão comercial com a União Europeia, que avalia um pacote de retaliação de até 93 bilhões de euros em tarifas contra produtos norte-americanos. A disputa evidencia a complexidade da relação entre aliados tradicionais diante da competição por influência no Ártico e interesses econômicos.

Mobilização da população groenlandesa

Além das disputas diplomáticas e econômicas, milhares de groenlandeses protestaram nas ruas da capital Nuuk contra a possibilidade de anexação pelos Estados Unidos. Os manifestantes afirmaram seu direito à autodeterminação e rejeitaram a mudança de soberania, ressaltando a importância de preservar a autonomia histórica da região.

A situação segue em evolução, com Estados Unidos pressionando pela anexação da Groenlândia enquanto aliados europeus reforçam a presença militar para manter a soberania dinamarquesa. A crescente tensão no Ártico reflete desafios globais envolvendo segurança, economia e direitos dos povos locais.