Brasil terá 14 atletas em cinco modalidades, maior delegação da história em Jogos de Inverno

COB anuncia 14 convocados para a Olimpíada de Inverno Milão-Cortina, maior delegação brasileira na história do evento, em cinco modalidades.
A convocação oficial feita pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou 14 atletas que representarão o Brasil na Olimpíada de Inverno Milão-Cortina, evento que acontecerá entre os dias 6 e 22 de fevereiro na Itália. Esta seleção marca um recorde histórico para o país, superando a delegação anterior de 13 competidores nas Olimpíadas de Sochi (Rússia), em 2014. O Brasil competirá em cinco modalidades, buscando sua primeira medalha em Jogos Olímpicos de Inverno.
Maior delegação brasileira na história dos Jogos de Inverno
O número de convocados confirma o crescimento e a consolidação dos esportes de inverno no Brasil. Segundo Emílio Strapasson, chefe de Missão da delegação, a ampliação da equipe é resultado direto de investimentos em infraestrutura, organização e planejamento a longo prazo. Ele também destacou a posição do Brasil como a terceira força das Américas e a principal da América do Sul em esportes de neve e gelo.
Atletas e modalidades confirmados
No esqui alpino, a equipe brasileira contará com Lucas Pinheiro Braathen, Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha. Braathen, natural de Oslo e com nacionalidade esportiva brasileira desde 2024, é destaque com quatro pódios recentes na temporada, incluindo uma prata na Copa do Mundo em Wengen (Suíça). Christian Oliveira e Giovanni Ongaro, ambos com ligações familiares ao Brasil e experiência internacional, completam o grupo, assim como Alice Padilha, que retorna como a primeira mulher brasileira na modalidade após duas edições sem representantes femininas.
A equipe de esqui cross-country terá Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva. Eduarda, com 21 anos, já participou das Olimpíadas de Pequim 2022 e tem resultados em competições nacionais e internacionais. Bruna Moura, que adiou sua estreia em 2022 devido a um acidente, voltou a competir na Europa e nos mundiais da modalidade. Manex Silva garantiu sua vaga ao atingir o índice olímpico em 2025 e também competiu em Pequim.
No snowboard halfpipe, estarão presentes Pat Burgener e Augustinho Teixeira. Burgener, nascido na Suíça e com nacionalidade brasileira desde 2025, é o primeiro brasileiro a alcançar uma final na Copa do Mundo da modalidade e conquistou uma medalha de bronze em Calgary (Canadá). Teixeira, argentino de nascimento, vem apresentando bons resultados na European Cup e no Mundial de Halfpipe.
Nicole Silveira será a única atleta brasileira no skeleton, modalidade na qual conquistou o quarto lugar no Mundial recente e um bronze na etapa da Copa do Mundo em St. Moritz. Nicole tem trajetória no bobsled e experiência olímpica em PyeongChang 2018.
No bobsled, o piloto do trenó 4-man confirmado é Edson Bindilatti, veterano com seis participações em Jogos Olímpicos de Inverno. A equipe que o acompanhará será anunciada posteriormente.
Desafios e expectativas para Milão-Cortina 2026
A presença recorde de atletas brasileiros demonstra a evolução do país na preparação para eventos de inverno, mas os desafios permanecem, principalmente por conta das condições climáticas e da tradição europeia e norte-americana nas modalidades. A diversidade de modalidades e o talento dos convocados, muitos deles com experiências internacionais e pódios recentes, aumentam as expectativas para uma performance histórica. O Brasil busca não apenas a participação, mas também sonha com a conquista da sua primeira medalha olímpica de inverno.
Perspectivas para o futuro dos esportes de inverno no Brasil
O crescimento da delegação e a visibilidade conquistada pelos atletas brasileiros nas competições internacionais sinalizam um cenário promissor para os esportes de inverno no país. A continuidade dos investimentos em estrutura, treinamento e apoio institucional será fundamental para manter e ampliar os resultados positivos e a presença brasileira em eventos globais.
A Olimpíada de Milão-Cortina 2026 será uma oportunidade para consolidar o Brasil como referência continental e para inspirar novas gerações de atletas a buscarem o gelo e a neve como ambiente de competição e superação.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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