MPF inicia inquérito para apurar atrasos no agendamento de perícias médicas no Instituto Nacional do Seguro Social
Com três milhões de pessoas na fila do INSS, o MPF abriu investigação para apurar a demora no agendamento de perícias médicas, em meio a críticas sobre gestão e aumento da burocracia.
A fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu recentemente o patamar de três milhões de pessoas aguardando atendimento, um aumento significativo em comparação a 2023, quando pouco mais de um milhão estavam na espera. Essa situação preocupante levou o Ministério Público Federal (MPF) a instaurar um inquérito para investigar a demora no agendamento de perícias médicas, um dos principais gargalos no processo de concessão de benefícios.
Contexto do aumento da fila no INSS
Quando o presidente Lula assumiu seu mandato em 2023, uma das promessas centrais de seu governo foi a redução da fila de espera por benefícios no INSS. No entanto, ao longo dos três anos seguintes, o cenário se agravou, e o número de pessoas na fila triplicou, demonstrando que as medidas adotadas não tiveram o efeito esperado.
Além do crescimento da demanda, a gestão do órgão enfrentou problemas estruturais, incluindo a prisão de alguns funcionários ligados a esquemas de descontos fraudulentos na folha de pagamento dos beneficiários, prejudicando ainda mais a credibilidade da instituição.
Expansão da burocracia e cargos comissionados
Contrariamente ao argumento de que a falta de servidores seria a causa da demora, a atual gestão ampliou significativamente o número de cargos comissionados no INSS. Foram criados 4.417 cargos de confiança em três anos, o que indica uma expansão da burocracia sem que isso tenha refletido em melhorias nos serviços oferecidos à população.
Investigação do MPF sobre a demora em perícias médicas
O Ministério Público Federal instaurou um inquérito com o objetivo específico de apurar a responsabilidade pela demora no agendamento das perícias médicas, etapa essencial para a concessão de benefícios previdenciários. A investigação pretende identificar se a falha está na gestão do órgão ou em outros fatores que comprometem o atendimento.
Impactos para servidores e beneficiários
Fontes ligadas aos peritos médicos afirmam que os profissionais que atuam na ponta do atendimento sofrem com a má gestão há anos, acumulando sobrecarga e obstáculos para desempenhar suas funções com eficiência. A expectativa é que a investigação do MPF aponte os responsáveis pela ineficiência e contribua para uma reestruturação que beneficie os servidores e principalmente os cidadãos que dependem do INSS para sua segurança social.
O aprofundamento da apuração poderá ser um passo importante para entender as causas da crise no INSS e orientar políticas públicas que revertam o quadro atual, garantindo maior agilidade e justiça no acesso aos benefícios previdenciários.





